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April 4, 2026
Clima

Sob pressão dos EUA, IEA minimiza menção à crise climática em documento – ClimaInfo

  • Fevereiro 23, 2026
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Sob pressão dos EUA, IEA minimiza menção à crise climática em documento – ClimaInfo

Aparentemente Trump conseguiu o que queria. Em documento publicado na 6ª feira (20/2), após o fim da reunião bienal de ministros, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em Inglês) fez apenas uma menção bastante tímida às mudanças climáticas. Esta era uma exigência do “agente laranja”, que ameaçou cortar o apoio financeiro à entidade caso insistisse em apoiar explicitamente a descarbonização.

O resultado da reunião contrasta com documentos prévios publicados pela IEA num período em que o mundo parecia estar livre de Trump, lembra o Observatório do Clima. Em 2021, o relatório Net Zero by 2050 dava conta de que o mundo precisava passar por uma “transformação completa de como se produz, se transporta e se consome energia”, deixando claro que isso implicava fim de qualquer novo projeto de extração de combustíveis fósseis.

No entanto, na avaliação do E&E News, o que não é dito às vezes é o que transmite a mensagem mais forte. É fato que as mudanças climáticas, que dominaram grande parte das discussões da agência nos últimos anos, foram pouco mencionadas. Mas a reunião terminou sem a habitual declaração conjunta de seus 33 países membros.

Em vez disso, a IEA divulgou um resumo que evidenciou as divergências. “A grande maioria dos ministros salientou a importância da transição energética para combater as alterações climáticas e destacou a transição global para emissões líquidas zero, em linha com os resultados da COP28”, diz o texto.

A Reuters destaca a minimização pelos países europeus da ameaça de Trump na reunião bienal da agência e que estes reafirmaram seu compromisso com a busca por combustíveis mais limpos. Isso, apesar da União Europeia ter decidido adiar o banimento de motores a combustão em cinco anos, para 2040.

Além disso, o diretor da IEA, Fatih Birol, recusou-se a comentar a exigência dos EUA de remover o cenário de emissões líquidas zero da previsão anual da agência no relatório World Energy Outlook. No entanto, reforçou que seus dados são globalmente respeitados como confiáveis.

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Celia Mello

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