“Reze pela chuva”: incêndios florestais no Canadá atingem áreas nunca queimadas – ClimaInfo
Autoridades no Canadá estão lutando contra uma temporada de fogo recorde. Dessa vez, as chamas se concentram nas províncias das pradarias, no centro do país, e na região do Atlântico, com condições de pouca chuva, calor intenso e ventos fortes. Esse é o segundo pior incêndio já registrado, perdendo apenas para o de 2023.
Contudo, autoridades alertam: as chamas podem continuar até outubro. No momento, mais de 700 incêndios estão ativos no Canadá. Quase 7,5 milhões de hectares já foram queimados, número muito acima da média de 10 anos, ressalta o Guardian.
Tradicionalmente a Colúmbia Britânica e Alberta são atingidas pelos incêndios florestais. No entanto, nesse ano milhares de pessoas precisaram evacuar suas casas nas províncias de Saskatchewan e Manitoba, onde se concentra 60% da área queimada. O maior incêndio acontece em Saskatchewan. A região arde desde 7 de maio. Já foram queimados 560 mil hectares, uma área pouco inferior à do Distrito Federal.
Em Terra Nova e Labrador, 20 mil pessoas foram alertadas para evacuação. No domingo (17/8), o governo provincial informou que o fogo estava “estável”. O primeiro-ministro da província, John Hogan, proibiu temporariamente veículos off-road em áreas florestais por “não poder se dar o luxo de correr mais riscos”, conta o NY Times.
Próximo dali, na região de Nova Escócia, tem sido difícil convencer moradores de rua alojados nas florestas a deixarem suas “casas”. Organizações comunitárias têm atuado em conjunto para levá-los para abrigos e áreas não arborizadas, informa a CBC.
Não chove significativamente na Nova Escócia desde junho. No último dia 5, o premiê Tim Houston proibiu a entrada na floresta e estabeleceu multa de US$25 mil para os infratores. De acordo com o Globe and Mail, como medida de segurança, Nova Brunswick e Nova Escócia impuseram restrições a atividades ao ar livre.
O Environmental Health News destaca o curioso caso de republicanos criticando a chegada de fumaça dos incêndios do Canadá nos Estados Unidos, o que tem atrapalhado suas férias pelo terceiro verão seguido, enquanto teimam em não reconhecer o agravamento da crise climática.









