NotíciasAqui a notícia corre
September 17, 2026
Clima

Planeta perdeu mais de 12 trilhões de toneladas de gelo da Groenlândia e da Antártica – ClimaInfo

  • Setembro 17, 2026
  • 2 min read
Planeta perdeu mais de 12 trilhões de toneladas de gelo da Groenlândia e da Antártica – ClimaInfo

A intensificação da crise climática nas últimas décadas tem provocado uma perda crescente e volumosa de gelo na Groenlândia e na Antártica. Um estudo publicado na revista Scientific Data apresenta a primeira estimativa dessa perda desde 1979, com base em imagens de satélite.

O número assusta: em quase cinco décadas, cerca de 12 trilhões de toneladas de gelo derreteram nessas regiões. É um volume suficiente para cobrir toda a extensão territorial dos EUA contíguos — ou quase todo o território do Brasil — com uma camada de água de 1,5 metros de espessura.

Segundo a análise, a maior parte dessa perda — cerca de 83% — não está associada à elevação da temperatura do ar, mas sim às águas mais quentes que corroem as calotas polares por baixo e pelas laterais, com as geleiras fluindo para os oceanos. Todo esse gelo derretido se transformou em cerca de 11,3 quatrilhões de litros de água, o que elevou o nível do mar em cerca de 3,1 centímetros desde o final dos anos 1970.

“Há uma tendência clara de perda de massa das calotas polares, e isso vem aumentando década após década, especialmente se considerarmos o gelo que é liberado no oceano”, disse Ines Otosaka, cientista especializada em gelo da Universidade de Northumbria (Reino Unido) e autora principal do estudo, à AP. “E isso deixa bem claro que há uma ligação com as mudanças climáticas”, completou.

As imagens de satélite mostram que a perda de gelo se acelerou a partir da década de 2010, após décadas de relativa estabilidade. Essa aceleração coincide com recordes históricos de aquecimento da atmosfera e dos oceanos. Por outro lado, as imagens também indicam uma aparente estagnação do derretimento de gelo entre 2020 e 2023. Mas os autores do estudo sustentam que isso reflete variações climáticas de curto prazo e que a ameaça permanece a tendência de longo prazo.

“O que é realmente interessante é que podemos ver uma tendência de longo prazo de que as geleiras estão fluindo mais rapidamente e, portanto, há cada vez mais derretimento de gelo”, ressaltou Otosaka ao Gizmodo.

EOS e Wion também destacaram os principais pontos do estudo.

About Author

Celia Mello

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *