Petróleo volta a rondar US$ 100 com incertezas sobre cessar-fogo no Irã – ClimaInfo
Os petróleos Brent e WTI voltaram a se aproximar dos US$ 100 o barril na manhã de ontem (9/4), diante dos ataques de Israel ao Líbano e do novo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Contudo, a notícia de que os israelenses irão negociar o fim dos bombardeios ao território libanês fez os preços cederem. Ainda assim, fecharam a sessão acima dos valores do dia anterior, quando o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã foi anunciado, fazendo a cotação despencar.
No fechamento, o Brent com vencimento em junho teve alta de 1,23%, cotado a US$ 95,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI com entrega prevista para maio subiu 3,66%, a US$ 97,87 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), detalha o Valor.
Na manhã de ontem, Brent e WTI registravam alta de cerca de 4%, chegando perto de US$ 100, após a maior queda em um único dia desde abril de 2020, informa o Valor. A alta se deu porque os fluxos por Ormuz seguiam restritos, com o Irã afirmando que vários termos do cessar-fogo acordado com os EUA foram violados – caso dos ataques de Israel ao Líbano, que mataram pelo menos 300 pessoas.
A incerteza do acordo entre estadunidenses e iranianos foi destacada pelo banco Goldman Sachs, em nota enviada a clientes na noite de 4ª feira (8/4), poucas horas após o anúncio de cessar-fogo, segundo o Valor. Embora reconheça que o acordo e o alívio nos preços do petróleo são consistentes com seu cenário-base, o banco alertou que os riscos continuam altos. Os analistas do Goldman Sachs lembram que o próprio vice-presidente dos EUA, JD Vance, classificou a trégua como “frágil” e observam que o viés das projeções permanece inclinado para cima.
Enquanto isso, é cada vez maior as movimentações de países nos quatro cantos do planeta para tentar amenizar os crescentes problemas causados pelo choque do petróleo. De acordo com o Carbon Brief, pelos menos 60 nações tomaram medidas de emergência em resposta à crise energética global. Esses países anunciaram quase 200 políticas para economizar combustível, apoiar os consumidores e impulsionar o fornecimento de energia doméstica.
Cerca de 30 nações, da Noruega à Zâmbia, reduziram impostos sobre combustíveis para ajudar as pessoas que enfrentam dificuldades com o aumento dos custos, tornando esta, de longe, a resposta política interna mais comum à crise. O Brasil, por exemplo, cortou impostos sobre o óleo diesel, o querosene de aviação e o gás de cozinha.
Alguns países têm enfatizado a necessidade de impulsionar a construção de usinas de energia renovável em âmbito nacional. Já outros – incluindo Japão , Itália e Coreia do Sul – optaram por depender mais do carvão, pelo menos no curto prazo.
As respostas mais abrangentes ocorreram na Ásia. Países do continente que dependem fortemente de combustíveis fósseis do Oriente Médio proibiram a circulação de veículos, racionaram combustível e fecharam escolas para reduzir a demanda.









