NotíciasAqui a notícia corre
July 3, 2026
Clima

Perdas florestais chegam a US$ 81 bi por ano e afetam energia, agro e infraestrutura – ClimaInfo

  • Maio 13, 2026
  • 3 min read

A perda anual de florestas representa US$ 81 bilhões (R$ 397 bilhões) em prejuízos decorrentes de danos climáticos. O alerta foi dado na 1ª apresentação feita pela presidência da COP30 sobre o Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030, durante sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF21), em Nova York.

O documento aborda a “falha crucial na contabilidade”, afirmou Martin Krause, diretor da divisão de Mudança do Clima do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). “Ministros de Finanças e investidores em infraestrutura estão pagando pela perda de florestas no mundo sem nem saber. Perdas florestais são difusas e distribuídas em setores que não se reconhecem como stakeholders florestais. Este roadmap tem potencial para deixar isso explícito para audiências além da comunidade florestal”, explicou.

Segundo Krause, quando se perdem florestas, o custo social sobe, assim como as estatísticas de pobreza. Atualmente, 25 milhões de pessoas na linha da pobreza dependem de florestas tropicais para ter lenha para cozinhar e obter produtos não madeireiros, informa Daniela Chiaretti no Valor.

De acordo com o economista Juliano Assunção, diretor do CPI/PUC-Rio e que trabalha no roadmap, o documento terá duas partes: uma explicando por que os países têm que se engajar no esforço, e outra lembrando que países diferentes têm desafios diferentes.

A presidência da COP30 mobilizou mais de 200 contribuições para o mapa do caminho. Um tema a ser abordado será a chamada “precificação de externalidades”. Ou seja, a atribuição de valor a um produto deve levar em conta seus impactos sociais e ambientais, explica o Estadão.

Assim, um produto que utilize energia renovável em sua cadeia produtiva pode ter preço menor para o consumidor e, por sua vez, um produto que use energia suja poderá encarecer. O resultado deve ser um compilado de exemplos de políticas públicas, governança, instrumentos de financiamento, iniciativas de Povos Indígenas e Tradicionais, além de soluções tecnológicas e arranjos de cooperação.

Embora não tenha caráter vinculante nem integre formalmente as negociações da ONU, a proposta do mapa do caminho para o desmatamento zero até 2030 busca influenciar estratégias nacionais diante do baixo comprometimento das metas climáticas apresentadas pelos países, contam ((o))eco e eixos.

About Author

Ian Mello

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *