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April 30, 2026
Clima

Perda de florestas tropicais cai em 2025 com contribuição do Brasil – ClimaInfo

  • Abril 30, 2026
  • 3 min read
Perda de florestas tropicais cai em 2025 com contribuição do Brasil – ClimaInfo

A perda total de florestas tropicais primárias caiu 36% no mundo em 2025 em relação ao ano anterior – quando bateu recorde -, com impulso considerável do Brasil. A perda florestal não relacionada a incêndios diminuiu 23%, atingindo seu nível mais baixo em uma década. As informações são do Global Forest Watch, monitoramento do World Resources Institute (WRI) em parceria com a Universidade de Maryland, nos EUA.

A perda de florestas primárias no Brasil caiu 42% no ano passado. Considerando apenas as perdas não relacionadas a incêndios, o país registrou a menor área desde o início da série histórica, em 2002, com 567 mil hectares.

Apesar disso, o país ainda lidera o ranking de área total perdida, com 1,63 milhão de hectares – cerca de 11 cidades de São Paulo. Bolívia, República Democrática do Congo, Indonésia e Peru completam o “top 5″ dos países perdedores de florestas primárias em 2025, informa o Estadão. No total, os trópicos perderam 4,3 milhões de hectares de floresta – uma área maior que a Suíça e quase do tamanho do estado do Rio de Janeiro. Essa perda é 46% maior do que há uma década, segundo o Mongabay.

O levantamento destaca países que, mesmo não sendo dos maiores contribuintes para a perda florestal em termos absolutos, estão perdendo suas florestas remanescentes em taxas muito mais aceleradas. É o caso de Madagascar e Nicarágua, cujos índices de perda anual estão em 2,5%.

Apesar do recuo, os países ainda estão desmatando 70% mais do que deveriam para cumprir o compromisso global de interromper e reverter a perda florestal até 2030, relatam Pará Terra Boa e Gigante 163. A expansão agrícola continua sendo o principal fator de perda florestal, impulsionada por commodities em países como o Brasil, a Bolívia e a Indonésia.

Apesar do recuo geral, há um aumento da ameaça de incêndios. O ano de 2025 repetiu a tendência dos últimos três anos de perda de cobertura florestal por fogo acima de 40%. Anteriormente, essa taxa ficava em torno de 20%. E com a expectativa de um forte El Niño em 2026, os riscos de incêndios na Amazônia aumentam.

Na Reuters, Rod Taylor, diretor global de florestas do WRI, chama a atenção para como as florestas – poderosos sumidouros de carbono – estão se tornando cada vez mais fontes de emissões por conta de incêndios e secas em um planeta em contínuo aquecimento. “Estamos numa situação extremamente delicada”, acrescentou.

Business Green, New York Times, Folha, Projeto Colabora e Um Só Planeta também repercutiram as perdas florestais em 2025.

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Celia Mello

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