Pacífico atinge anomalia de El Niño pela primeira vez em 2026 – ClimaInfo
O Oceano Pacífico deu na 2ª feira (20/4) o primeiro sinal concreto de que o El Niño se aproxima. Pela primeira vez neste ano, a temperatura da superfície do mar na região central do Pacífico equatorial — a faixa usada como referência oficial para identificar o fenômeno — atingiu o limiar mínimo de aquecimento que o caracteriza, segundo dados da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).
De acordo com o boletim semanal da NOAA, a anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central-Leste (região Niño 3.4) está em +0,5oC. O valor está no mínimo do patamar de El Niño (+0,5°C ou superior) e no limite da faixa de neutralidade (-0,4 °C a +0,4 °C), explica o MetSul.
É a primeira vez que esta zona do Pacífico Equatorial alcança anomalia de El Niño desde a semana de 1º de maio de 2024. Naquele momento, o Rio Grande do Sul sofria a maior tragédia climática de sua história, com chuvas extremas inundando praticamente todo o estado por quase 30 dias consecutivos.
No El Niño de 2023-2024, o pico de anomalia no Pacífico Equatorial Central-Leste atingiu +2,1°C na semana de 22 de novembro de 2023. No episódio de 2015-2016, o máximo foi uma anomalia de +3,0°C, na semana de 18 de novembro de 2015.
O g1 ressalta que o aquecimento no Pacífico registrado anteontem ainda não é suficiente para declarar a vigência do El Niño neste ano. Para que o fenômeno seja oficialmente reconhecido, a anomalia das temperaturas precisa se manter acima de 0,5°C por várias semanas seguidas, acompanhada de mudanças correspondentes na circulação atmosférica.
Por enquanto, há apenas esse primeiro registro. Mas a tendência, de acordo com meteorologistas, é de que o El Niño esteja plenamente configurado em meados de maio ou, no mais tardar, em junho. Além disso, há 25% de chance de um super El Niño em 2026.
No Brasil, o fenômeno costuma trazer chuvas acima da média na região Sul e períodos mais secos nas regiões Norte e Nordeste. Mas os impactos concretos dependem de quando e como o El Niño atingirá seu pico nos próximos meses.









