Onda de calor na Europa mata milhares e avança pelo continente – ClimaInfo
Pelo menos 191 milhões de pessoas na Europa – quase um quarto da população de todo o continente – enfrentaram temperaturas acima dos 40°C no final de semana, em especial na Alemanha, Polônia, Hungria e República Tcheca. E na França, o calor extremo está relacionado a mais de 1.000 mortes no país em apenas três dias, segundo o Ministério da Saúde francês.
A faixa etária mais afetada (85%) foi a das pessoas com 65 anos ou mais, relatam Folha, BBC e AP. As mortes aumentaram em hospitais, casas de repouso e particularmente em casa, com um acréscimo de 40%. A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, destacou que o impacto da onda de calor pode durar até 10 dias após a diminuição das temperaturas.
O calor extremo também afetou rios na Europa, reduzindo seu volume e aquecendo suas águas. Isso causou problemas para geração de energia elétrica e agricultura, informa a Reuters.
As temperaturas na Europa aumentaram cerca de 0,56°C por década nos últimos 30 anos, mais do que o dobro da média global. Por isso, governos e empresas do continente estão tendo um vislumbre antecipado de quanto dinheiro será necessário para adaptar a vida cotidiana aos verões mais quentes. Segundo um relatório divulgado pelo gabinete do prefeito de Londres na semana passada, as ondas de calor de 2022 custaram cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,4 bilhões). Na ocasião, foi a primeira vez que a cidade registrou 40°C, lembra a Bloomberg.
Uma análise da seguradora Allianz mostra que ondas de calor anteriores reduziram o PIB anual da Europa em até 0,5% e em mais de 1% em algumas regiões do sul. O evento atual pode ser ainda pior, informa o Financial Times.
No médio prazo, caso os cinco anos mais quentes entre 2014 e 2024 se repitam sequencialmente entre 2026 e 2030, países como França, Alemanha, Itália e Espanha podem sofrer perdas cumulativas do PIB entre 5% e 7%. “Precisaremos fazer mudanças muito significativas em nosso modo de vida”, disse Ed Hawkins, cientista climático da Universidade de Reading.
New York Times, Guardian e DW também repercutiram os impactos da atual onda de calor sobre o continente europeu.









