Imagens indicam possível vazamento de petróleo no Golfo Pérsico – ClimaInfo
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Causa e ponto de origem ainda são desconhecidos; cenário de guerra potencializa risco de vazamentos de petróleo na região.
10 de maio de 2026

Uma possível mancha de petróleo está se expandindo no Golfo Pérsico perto da principal área petrolífera do Irã, a Ilha de Karg. O vazamento – que aparece como uma mancha cinza e branca – foi detectado pelos satélites Sentinel-1, Sentinel-2 e Sentinel-3 do programa Copernicus, entre 6 e 8 de maio.
Para especialistas citados por O Globo, a mancha é visivelmente consistente com óleo e cobria mais de 52 km² até 5ª feira (7/05). Segundo estimativa da Orbital EOS, mais de três mil barris de petróleo podem ter sido derramados. A mancha, que se estende em direção às águas sauditas, é a maior a ocorrer desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, há 70 dias.
Como a CNN Brasil pontua, por ora não há causa do possível vazamento nem seu ponto de origem, mas existem especulações. A ilha de Kharg, que já foi alvo de ataques militares, é o centro de 90% das exportações de petróleo do Irã. Os ataques deixaram as embarcações e instalações mais vulneráveis a vazamentos.
Além disso, com a restrição do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, o Irã está ficando sem locais para armazenar seu petróleo, o que aumenta as preocupações com possíveis vazamentos e acidentes. Há quem acredite que o Irã está despejando propositalmente o óleo no mar justamente por este motivo, mas não há evidências para isso, contam g1 e Reuters.
Há também indícios de ruptura de um oleoduto submarino que liga o centro de operações ao campo petrolífero de Abuzar, um importante campo offshore na Ilha de Kharg.
A queda dos estoques globais de petróleo está levando países a enfrentarem uma escassez preocupante, principalmente no Sudeste Asiático. O cenário deve se tornar crítico em junho, informam Valor e InfoMoney.
Entre 1º de março e 25 de abril, o Morgan Stanley estima que os estoques globais de petróleo caíram cerca de 4,8 milhões de barris por dia.
Enquanto isso, a demora do Irã em responder ao plano americano para o fim da guerra sugere insatisfação de Teerã. Segundo o analista Lourival Sant’Anna, além dos 14 pontos apresentados pelos americanos, o país quer garantias de outras nações antes de avançar nas negociações, relata a CNN Brasil.
“O Irã não tem confiança suficiente nos Estados Unidos e quer garantias de outros países antes de abrir o estreito”, afirmou Lourival Sant’Anna.
O analista lembra que, em 28 de fevereiro, havia um cessar-fogo em vigor e negociações em andamento, que foram violadas pelos Estados Unidos e Israel, segundo o Irã. Para não repetir a cena, o país busca respaldo da Europa ou da China para seguir com as tratativas.
NY Times, Fox News, Xinhua.net e Bloomberg também falaram sobre a possível mancha de petróleo no Golfo Pérsico.
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Em tempo: Você sabe quais empresas estão lucrando bilhões com a guerra no Irã? Em primeiro lugar, estão as gigantes petrolíferas europeias. Elas têm setores especializados na compra e venda de ativos (trading), que lhes permitiram lucrar com as fortes oscilações de preços, o que impulsionou seus ganhos, explica a BBC Brasil. Os lucros da BP, por exemplo, mais do que dobraram nos primeiros três meses do ano, atingindo US$ 3,2 bilhões ( R$ 15,7 bilhões). Grandes bancos e o setor da defesa também entram na lista. A receita de trading do JP Morgan atingiu o nível recorde de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 56,8 bilhões), o que ajudou o banco a atingir o segundo maior lucro trimestral da sua história, conta a Folha. Já o aumento das “ameaças de segurança” em todo o mundo impulsionaram os gastos governamentais com a defesa. A empresa BAE Systems, fabricante de produtos como os componentes dos jatos de combate, declarou que espera forte crescimento das vendas e dos lucros em 2026.
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