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August 13, 2026
Clima

IEA aumenta projeção de queda da demanda por petróleo em 2026 – ClimaInfo

  • Agosto 13, 2026
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IEA aumenta projeção de queda da demanda por petróleo em 2026 – ClimaInfo

12 de agosto de 2026

iea demanda petróleo 2026
Montagem ClimaInfo / Crédito imagem: Erik Christensen

Resumo

  • IEA amplia corte na demanda de petróleo: agência projeta um corte na demanda mundial de petróleo em 2026 de 1,6 milhão de bpd, alta de 510 mil bpd sobre a estimativa anterior. O ajuste reflete o bloqueio persistente do Estreito de Ormuz, que continua afetando a oferta e elevando os preços dos combustíveis fósseis. Para 2027, a agência projeta crescimento de 2,4 milhões de bpd na demanda.
  • Oferta global sobe, mas segue estrangulada: a oferta mundial atingiu 101,5 milhões de bpd em julho, alta de 2,4 milhões, mas ainda 6,3 milhões de bpd abaixo do ano passado, com 8,3 milhões de bpd do Golfo Pérsico parados. A IEA prevê queda de 4,3 milhões de bpd na oferta em 2026 e recuperação a 110,3 milhões de bpd em 2027.
  • Temores de escassez global não se confirmaram: mesmo com Ormuz fechado desde março, a escassez temida não ocorreu, graças à queda nas importações chinesas, rotas alternativas e uso de estoques. Os estoques totais, hoje em 7,9 bilhões de barris, caíram 410 milhões de barris desde o início da guerra.
  • A demanda mundial de petróleo deverá cair 1,6 milhão de barris por dia (bpd) em 2026 em relação ao ano passado, projeta a Agência Internacional de Energia (IEA) no Oil Market Report de agosto, divulgado na 4ª feira (12/8). O novo número eleva em 510 mil bpd a estimativa anterior da entidade, divulgada no relatório de julho.

    A IEA credita a maior retração da demanda à continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz devido aos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. O bloqueio continua estrangulando a oferta global de petróleo e, com isso, mantém os preços da commodity em alta – após uma queda considerável, para a casa dos US$ 70, o barril do Brent, referência internacional, voltou a bater US$ 90 anteontem. E os valores elevados continuam pressionando o consumo, reforça a agência.

    Apesar das incertezas no Oriente Médio, a contração da demanda deverá diminuir de 4,9 milhões de bpd no 2º trimestre para 2,8 milhões de barris diários entre julho e setembro, antes de retomar o crescimento no último trimestre do ano. Já para 2027, a IEA projeta que a demanda global de petróleo deverá expandir 2,4 milhões de barris por dia.

    A oferta global de petróleo aumentou 2,4 milhões de barris diários em julho e atingiu 101,5 milhões de bpd no mês passado. No entanto, a IEA destaca que esse volume está 6,3 milhões de bpd abaixo dos níveis de um ano atrás, com 8,3 milhões de barris diários da produção do Golfo Pérsico ainda paralisados.

    Com isso, a agência reduziu a projeção de oferta para este trimestre em 1,7 milhão de bpd em comparação com o relatório do mês passado. Agora, a IEA projeta que a oferta global de petróleo diminua 4,3 milhões de barris diários em 2026 e se recupere em 8,3 milhões de bpd no próximo ano, chegando a 110,3 milhões de barris por dia em 2027.

    Os temores de uma escassez global de petróleo que desestabilizasse o mercado quando Ormuz foi fechado em março não se concretizaram, devido a fatores como uma queda acentuada nas importações da China, o uso de rotas marítimas alternativas e a redução dos estoques, detalha a CNBC. Com pouco menos de 7,9 bilhões de barris, os estoques totais de petróleo observados caíram 410 milhões de barris desde o início da guerra, ou 2,7 milhões de barris por dia em média, aponta a IEA.

    Reuters, Oil Price, Wall Street Journal e Bloomberg também repercutiram as novas projeções da IEA sobre o mercado global de petróleo.

    • Em tempo: A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu em 200 mil barris por dia a previsão de crescimento da demanda global pela commodity em 2026, para 600 mil bpd, informa o UOL. Se confirmada, a projeção indica que o consumo mundial será de 105,74 milhões de barris diários em 2026, segundo relatório mensal da entidade divulgado ontem. Quanto à oferta, a OPEP elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027, segundo o UOL. A entidade passou a prever expansão de 410 mil bpd em 2026, ante 340 mil bpd no relatório anterior, subindo a média para 4,8 milhões de bpd, em comparação com 4,7 milhões de bpd anteriores. Para 2027, a expectativa de crescimento se manteve em 110 mil bpd, com a produção média projetada subindo para 4,9 milhões de bpd.

    • combustíveis fósseis
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