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April 16, 2026
Clima

FMI critica subsídios de países a combustíveis fósseis por causa da guerra – ClimaInfo

  • Abril 16, 2026
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FMI critica subsídios de países a combustíveis fósseis por causa da guerra – ClimaInfo

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã provocaram a disparada dos preços do petróleo, do gás fóssil e de derivados, bem como restrições sérias no fornecimento desses produtos a vários países. Como resposta, muitos governos nacionais correm para tentar conter os aumentos decorrentes dos derivados à população.

Uma das ações adotadas por diversas nações tem sido a concessão de subsídios aos combustíveis fósseis. O que está errado, avalia Rodrigo Valdés, novo chefe de assuntos fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para ele, os países deveriam abandonar esses benefícios para ajudar seus cidadãos a lidar com a escassez de petróleo e com o consequente aumento dos preços da energia.

Em vez de subsídios, Valdés sugere que os governos optem por transferências monetárias temporárias e direcionadas que não mascarem os preços mais altos de petróleo, gás e derivados e mantenham a demanda elevada. “Não temos petróleo. Não temos energia. A energia precisa ficar mais cara para todos, para que haja um ajuste e consumamos menos”, disse Valdés à Reuters, em entrevista reproduzida pelo Terra.

O governo da Malásia, por exemplo, prevê gastar US$ 1,8 bilhão (R$ 9 bilhões) em subsídios a combustíveis fósseis somente em abril, informa a Bloomberg. É um valor 10 vezes maior do que os cofres públicos malaios desembolsavam em subsídios antes da guerra no Oriente Médio.

O Brasil também está na lista de subsidiadores. Somente com a isenção de PIS/COFINS e a subvenção a produtores e importadores de óleo diesel, o custo estimado aos cofres federais é de R$ 30 bilhões. O governo esperava cobrir esse valor pelo imposto sobre a exportação de petróleo, outra medida adotada após o conflito. Mas algumas petrolíferas — Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec — conseguiram evitar a cobrança na Justiça. Afinal, elas não podem ceder um só centavo de seus vultosos lucros, que não param de crescer com a guerra.

Em tempo: O FMI cortou a projeção de crescimento da economia mundial para 2026 e alertou que os impactos provocados pela guerra no Oriente Médio podem levar o mundo à recessão caso o conflito perdure, informam UOL, CNN Brasil e Times Brasil. A estimativa de aumento do PIB mundial neste ano foi reduzida para 3,1%, em comparação com a de 3,3% apresentada no relatório de janeiro. Para o Brasil, porém, a previsão do fundo melhorou. O FMI projeta que o país crescerá 1,9% neste ano, contra 1,6% na estimativa anterior. Segundo a entidade, a economia da América do Sul sofrerá impacto econômico menor do que a de outros países da Ásia, da África e da Europa.

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Celia Mello

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