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July 22, 2026
Clima

Derretimento de gelo marinho volta a acelerar no Ártico – ClimaInfo

  • Julho 22, 2026
  • 3 min read
Derretimento de gelo marinho volta a acelerar no Ártico – ClimaInfo

O alívio de alguns cientistas com uma possível desaceleração do derretimento do gelo marinho no Ártico parece ter chegado ao fim. Um estudo publicado na revista PNAS sugere que a “pausa” no declínio do gelo marinho ártico durante o inverno observada desde o início dos anos 2020 foi interrompida após mínimas históricas na cobertura de gelo em 2025 e no início de 2026.

Entre 2024 e 2025, a extensão do gelo marinho no Ártico, no pico do inverno, de fevereiro a março, caiu 5,8%. Essa foi a maior queda anual no inverno já registrada por imagens de satélite desde 1978. Em 2026, o gelo marinho no pico da estação fria apresentou uma leve recuperação, mas permaneceu no segundo menor nível já registrado.

Os dados mostram uma mudança em relação ao que vinha sendo observado desde 2020. No início desta década, a taxa de perda de gelo marinho pareceu desacelerar durante grande parte do ano no Ártico. Não que o gelo estivesse se recuperando aos níveis pré-aquecimento global, mas, em comparação com as perdas rápidas observadas nas décadas anteriores, o ritmo de degelo parecia mais lento.

Para Duo Chan, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade de Southampton, no Reino Unido, a aparente pausa é apenas uma desaceleração temporária no contexto de um declínio de longo prazo. “Ao incluir os invernos de 2025 e 2026, a tendência de 20 anos na extensão do gelo marinho no Ártico volta a apresentar um declínio estatisticamente significativo. Agora podemos ter mais confiança de que a tendência [de queda] é real e que o declínio ainda está em curso”, explicou em artigo no The Conversation.

Segundo os pesquisadores, se o panorama de aquecimento global continuar, os modelos climáticos sugerem que é improvável que o gelo marinho volte aos níveis mais altos observados no início dos anos 2020. A expectativa é de um retorno à tendência geral das décadas anteriores, com possível aceleração na taxa de perda de gelo marinho na próxima década. Nos piores cenários, essa taxa poderia até mesmo dobrar em relação ao observado no início desta década.

“A lição, pelo menos para as observações de inverno, é que a perda de gelo marinho no Ártico não parou. A aparente desaceleração parecia real na época, mas agora se assemelha mais a uma pausa do que a uma mudança duradoura. A variabilidade de curto prazo pode mascarar temporariamente o declínio, mas não elimina a pressão subjacente do aquecimento do Ártico”, observaram os autores do estudo.

Daily Mail, Guardian, Independent, Phys e Sky News repercutiram o estudo.

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Ian Mello

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