Degelo no Ártico libera carbono estocado por milhares de anos – ClimaInfo
Um estudo liderado por cientistas da Universidade de Massachusetts Amherst detalha como o degelo acelerado no Ártico tem liberado grandes quantidades de carbono que estavam armazenadas há milhares de anos. A análise usou 44 anos de dados modelados em alta resolução e abrangeu uma área do norte do Alasca, onde centenas de rios desaguam no Mar de Beaufort, detalha o Um Só Planeta.
Segundo a pesquisa, os rios do Ártico têm papel desproporcional no sistema global: transportam cerca de 11% da água fluvial do planeta para uma bacia oceânica que contém 1% do volume oceânico mundial. Esse desequilíbrio torna o Oceano Ártico sensível às mudanças climáticas – como o Nature World News pontua, a região aquece quase quatro vezes mais rápido que a média global.
Com o aumento das temperaturas, a camada ativa do solo – parte que descongela sazonalmente nos verões – está se aprofundando, permitindo um fluxo maior de água subterrânea e liberando matéria orgânica, com carbono dissolvido, que está chegando ao oceano. Estima-se que mais de 275 milhões de toneladas de carbono sejam convertidas anualmente em CO2, intensificando as mudanças climáticas.
O estudo também destaca o prolongamento da temporada de degelo, que agora avança até setembro e outubro e impacta ciclos de nutrientes e cadeias alimentares. Os ursos polares, por exemplo, dependem do gelo marinho para caçar focas-aneladas. Sem elas, eles jejuam por períodos maiores, chegando até cinco meses em algumas áreas, conta o Nature World News.









