Defesa Civil e INMET alertam para novos temporais no RS – ClimaInfo
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Fortes ventos e chuvas previstos até a madrugada de 4ª feira (29); alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.
27 de julho de 2026

Resumo
A semana começa com novos temporais em boa parte do Rio Grande do Sul, estado que ainda sofre com os efeitos das fortes chuvas da semana passada. A Defesa Civil gaúcha e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alertaram para o risco de tempestades, com ventos fortes e grande acumulado de chuva, o que pode causar novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.
De acordo com a Defesa Civil, o RS pode sofrer com “tempestades isoladas com queda de granizo, rajadas de vento e chuva moderada a pontualmente forte” em diversas regiões. As rajadas de vento podem superar os 90 km/h, com a possibilidade de ocorrência de tornados. A situação deve seguir assim até a madrugada de 4ª feira (29/7). CNN Brasil, Correio do Povo, Folha, Guaíba, GZH e O Globo, entre outros, repercutiram o alerta.
Já o INMET reforçou a possibilidade de chuvas superiores a 60 mm por hora ou acima de 100 mm por dia. A maior parte do estado está sob alerta vermelho (com alto risco de fortes chuvas e vendavais, além de granizo), do oeste ao litoral gaúcho, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. O resto do estado está sob alerta laranja, área de potencial de perigo para tempestade. A previsão do INMET foi destacada por g1, GZH e Metrópoles, entre outros.
Segundo a Climatempo, a chuva volumosa volta a cair sobre áreas que já estão com o solo encharcado e os rios com níveis bastante altos devido aos temporais da semana passada. Em uma faixa que vai do sudoeste ao leste do RS, o acumulado potencial de chuva nos próximos dias pode superar 250 mm. A MetSul reiterou a previsão, indicando que o final de julho e o começo de agosto serão marcados por tempestades em quase todo o estado.
Dados da Defesa Civil Gaúcha citados pelo Globo Rural indicam que as chuvas afetaram 218 municípios, impactando a vida de quase 60 mil pessoas. Dessas, 488 seguem desabrigadas e 762 desalojadas. Os temporais causaram alagamentos, inundações, destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos à infraestrutura pública. A região mais afetada é o Vale do Taquari, onde vivem mais de 91% das pessoas desabrigadas.
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Em tempo 1: Além das inundações e deslizamentos de terra, as fortes chuvas no Rio Grande do Sul também podem causar outro problema grave: a contaminação da água e do solo por poluentes da mineração de carvão. Como ((o)) eco ressaltou, o estado insiste na continuidade da extração e queima desse combustível fóssil. No entanto, a mineração de carvão expõe rochas e rejeitos à água e ao oxigênio, favorecendo reações químicas que podem provocar drenagem ácida e liberar elementos potencialmente tóxicos, como chumbo, cádmio e, em concentrações elevadas, manganês.
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Em tempo 2: No interior de São Paulo, a região de Ribeirão Preto ainda lida com os efeitos do temporal do último final de semana. Com velocidade de 70 km/h, os fortes ventos destelharam casas, derrubaram postes de energia e árvores, o que causou a interrupção do fornecimento elétrico em praticamente todo o município e em várias cidades vizinhas. Um idoso de 90 anos morreu em um desabamento. Folha, g1, O Globo e Metrópoles, entre outros, deram mais informações.
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