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May 5, 2026
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Brent se aproxima de US$ 115 com novas tensões no Oriente Médio – ClimaInfo

  • Maio 5, 2026
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Brent se aproxima de US$ 115 com novas tensões no Oriente Médio – ClimaInfo
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Estreito de Ormuz permanece fechado, e relatos de ataques do Irã aos Emirados Árabes colocaram em xeque o já frágil cessar-fogo com os EUA.

4 de maio de 2026

tensões oriente médio
farsmok / Sketchfab

Parece repetição da semana passada, mas é “só” o que vem acontecendo dia sim, outro também, desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã. Os preços do barril de petróleo voltaram a disparar na 2ª feira (4/5), após relatos de que drones e mísseis iranianos atacaram os Emirados Árabes Unidos – o que seria a primeira ofensiva por parte do Irã a um país do Golfo Pérsico desde o início do frágil cessar-fogo firmado com os EUA em abril. Além disso, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado, com estadunidenses e iranianos disputando narrativamente o controle da região.

No fechamento, o petróleo tipo Brent com vencimento em julho teve alta de 5,79%, cotado a US$ 114,44 por barril. O WTI com entrega prevista para junho subiu 4,39%, a US$ 106,42 por barril, detalha o Valor.

Os preços do petróleo já subiam no começo da sessão, após navios terem sido alvos de ataques em Ormuz, e foram às máximas em meio aos relatos de ataques nos Emirados Árabes. Até o fim da tarde de ontem, ainda não havia um pronunciamento oficial das autoridades iranianas.

No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que seu país faria “todos os esforços” para retirar do estreito os navios que não estivessem envolvidos no conflito. O “agente laranja” ofereceu poucos detalhes sobre como o processo se desenrolaria, e o Comando Central dos EUA indicou que o papel estadunidense envolveria a coordenação do tráfego seguro entre os navios retidos, informa o New York Times.

No entanto, o Irã reagiu. O país emitiu ameaças contra navios de guerra dos EUA e quaisquer embarcações comerciais que tentassem atravessar o estreito. Houve relatos de que dois mísseis atingiram uma embarcação de patrulha estadunidenses ao desconsiderar um alerta iraniano, segundo o Valor.

Na semana passada, o secretário-executivo da ONU para Mudanças Climáticas, Simon Stiell, usou o primeiro Diálogo de Alto Nível pela Transição Energética, organizado pela Presidência da COP31 e pela Agência Internacional de Energia (IEA), para traçar um quadro sombrio da economia global por causa da crise do petróleo. E voltou a dizer que a crise atual nos mercados de energia é, paradoxalmente, um acelerador da virada para as renováveis, destaca a Exame. “Os que lutaram para manter o mundo viciado em combustíveis fósseis estão inadvertidamente turbinando o boom global das renováveis”, disse Stiell.

A análise é compartilhada pelo ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos Calderón, que participou da 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, também na semana passada. “O mundo está em uma encruzilhada. Temos dois modelos de desenvolvimento. Um é seguir com a extração (de fósseis) e com a incerteza. E temos um modelo que lida com resiliência e compartilha prosperidade. Espero que se entenda que é este segundo modelo que precisamos. Para tanto é preciso vontade política e mobilização social para pressionar líderes à ação”, disse à Daniela Chiaretti no Valor.

  • Em tempo 1: O Brasil bateu recorde de produção de petróleo e gás fóssil em março, primeiro mês após o início da guerra no Oriente Médio. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o país produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente (que soma petróleo e gás) por dia, informa a Agência Brasil. A produção de petróleo em março foi de 4,247 milhões de barris por dia (bpd) – acréscimo de 4,6% sobre fevereiro e de 17,3% ante março de 2025. Já a produção de gás foi de 204,11 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), expansão de 3,3% em relação ao mês anterior e de 23,3% ante março do ano passado.

  • Em tempo 2: O Ministério do Comércio da China invocou formalmente, pela primeira vez, suas Regras de Bloqueio de 2021 para neutralizar as sanções dos EUA contra cinco refinarias de petróleo chinesas por comprarem petróleo iraniano. Pequim emitiu uma ordem de proibição instruindo todas as entidades que operam na China a ignorar e não implementar as sanções impostas às cinco refinarias visadas, informa o Oil Price.

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Celia Mello

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