NotíciasAqui a notícia corre
July 2, 2026
Clima

BNEF: Choque do petróleo impulsiona renováveis e eletrificação – ClimaInfo

  • Maio 21, 2026
  • 3 min read

A crescente demanda mundial por eletricidade, impulsionada pelo aumento da procura em praticamente todos os lugares, fará com que a energia solar se torne a principal fonte de energia elétrica já no início da próxima década. É o que mostra uma nova análise da BloombergNEF (BNEF).

A demanda por eletricidade está sendo impulsionada pelo crescente consumo de energia elétrica de data centers, pelo crescimento populacional, pelo aumento da renda e pela maior presença de veículos elétricos nos sistemas de transporte, detalha  a Bloomberg. Essa rápida eletrificação deve acelerar a transição energética para fontes renováveis, de acordo com o relatório anual “New Energy Outlook 2026” da BNEF, divulgado na última 3ª feira (19/5).

A segurança energética tornou-se a força motriz da aceleração da transição para além dos combustíveis fósseis, destaca o Business Green. “Nesta década, até agora, o mundo sofreu três choques substanciais no sistema energético: a pandemia de COVID-19, a guerra na Ucrânia e o conflito no Golfo Pérsico”, escreveram os analistas da BNEF. “Choques sucessivos no mercado de energia podem ser uma bênção para a transição energética, à medida que alguns países buscam desvincular-se da importação de combustíveis fósseis e reforçar sua segurança energética.”

O documento destaca que a energia solar e a eólica continuam a aumentar sua participação na matriz energética global. A energia solar se tornará a principal fonte de eletricidade em 2032, fornecendo 20,6% da eletricidade mundial, informa o Financial Times, enquanto a eólica se tornará a segunda maior fonte em 2034. Ambas substituirão o carvão, que ainda ocupa o primeiro lugar na geração elétrica mundial.

O aumento da participação das fontes renováveis é sustentado pela implantação de baterias, necessárias para armazenar eletricidade limpa nos períodos sem sol ou vento. A BNEF aumentou sua projeção para o armazenamento global de energia em quase 10 vezes, de 220 gigawatts (GW) em 2025 para 2.000 GW em 2035. Embora a China deva concentrar a maior parte da implantação de baterias nas próximas décadas, haverá também uma enorme demanda na Índia e na Europa a partir da década de 2030.

Apesar do avanço das renováveis, a análise da BNEF, baseada nas tendências recentes das emissões de carbono, mostra que o mundo não caminha rumo a atingir a meta do Acordo de Paris, de manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. No âmbito do Sistema de Comércio de Emissões (ETS), baseado em créditos de carbono, o planeta aquecerá 2,4°C até 2050, com as emissões da Índia e do Sudeste Asiático continuando a aumentar. Já a China – a maior emissora atual – verá suas emissões diminuírem.

Mesmo que o mundo atinja emissões líquidas zero até 2050, o aquecimento projetado para o final do século provavelmente será superior a 1,8°C – maior do que os 1,75°C projetados pela BNEF em 2024.

About Author

Celia Mello

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *