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October 28, 2026
Ecoturismo e Meio Ambiente

Assessores do Itamaraty se posicionam contra isenção de visto para cidadãos dos EUA, Canadá, Japão e Austrália

  • Março 19, 2025
  • 3 min read
Assessores do Itamaraty se posicionam contra isenção de visto para cidadãos dos EUA, Canadá, Japão e Austrália

A proposta está na pauta do plenário do Senado de quarta-feira (19) e, se aprovada, segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

(ATUALIZAÇÃO: inicialmente, nesta reportagem, o g1 informou que o Itamaraty havia encaminhado uma carta aos senadores contra o projeto em análise no Legislativo. No entanto, o posicionamento foi enviado via aplicativo de mensagens por assessores parlamentares do Ministério das Relações Exteriores a integrantes dos gabinetes dos senadores. A reportagem foi atualizada às 12h11 desta quarta-feira)

O autor é o senador Carlos Portinho (PL-RJ). E Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para relatar o texto.

A regra prevista para começar a valer em 10 de abril prevê que cidadãos desses países serão obrigados a emitir um visto eletrônico, a um custo de US$ 80,90. O Ministério aponta que desde que a medida está em vigor “quase 98 mil pedidos” de vistos foram realizados, a grande maioria para os Estados Unidos.

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Para os assessores parlamentares do Itamaraty, a medida é vista como um ato de reciprocidade já que esses países continuaram a cobrar visto dos brasileiros que buscam visitá-los.

“A retomada da exigência de vistos de visita para cidadãos dos países indicados restabeleceu os princípios da reciprocidade e da igualdade de tratamento, alicerces da política migratória brasileira”, afirmam os técnicos em nota encaminhada por aplicativo de mensagens a gabinetes de senadores.

O g1 pediu um posicionamento para o Ministério do Turismo sobre o assunto, mas até o momento não obteve resposta.

À época, o governo Bolsonaro acreditou que a medida seria uma forma de estreitar laços e incentivar o aumento do turismo. Entretanto, os técnicos do Itamaraty apontam que os dados relacionados a migração de estrangeiros se manteve estável durante o período.

“Número de visitantes não cresceu como se esperava: De acordo com dados obtidos da Polícia Federal, em 2019, ano em que foi adotada a isenção unilateral de vistos, o percentual de nacionais da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão sobre o total de visitantes estrangeiros ao Brasil era de 8,8%. Em 2024, esse percentual manteve-se no mesmo patamar: 8,4%”, justificaram.

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Semelhante a situação de acesso de brasileiros à União Europeia, a dispensa do visto para Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão previa um limite de 90 dias de estadia do estrangeiro no Brasil, podendo ser prorrogado por mais 90.

Outra ponderação dos assessores do Ministério das Relações Exteriores é sobre o impacto financeiro que a revogação da medida poderia causar, uma vez que àqueles que já deram entrada no visto para vir ao Brasil podem recorrer à Justiça em busca de ressarcimento.

“Adiamento ou revogação poderão gerar processos judiciais contra o Estado brasileiro para reembolso dos valores pagos pelos mais de 62 mil vistos já emitidos, além de possível pedido de indenização, nos EUA, da empresa contratada para a emissão de e-visas”, finalizaram.

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