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September 18, 2026
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Assassinatos de ativistas ambientais no Brasil dobraram em 2025 – ClimaInfo

  • Setembro 18, 2026
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Assassinatos de ativistas ambientais no Brasil dobraram em 2025 – ClimaInfo
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Com 26 mortes, o país é o 2º mais perigoso do mundo para ativistas, atrás apenas da Colômbia, destaca o relatório anual da Global Witness.

17 de setembro de 2026

violência expansão agronegócio
Tiago Miotto/ Cimi

Resumo

  • 124 defensores ambientais mortos em 2025: relatório da Global Witness aponta que Colômbia e Brasil concentram 52% dos homicídios de ativistas ambientais no mundo. A Colômbia lidera o triste ranking pelo quarto ano seguido, com 39 mortes, enquanto o Brasil salta para 26 assassinatos, mais do que o dobro dos 12 de 2024. Desde 2012, já são 2.375 mortos e desaparecidos documentados.
  • Disputa por terras é o principal motivo no Brasil: os ataques no país têm como principal motivo o conflito histórico por terras entre indígenas e latifundiários e se concentraram em Rondônia e Pará. Gabriella Bianchini, da Global Witness, destaca que a falta de resolução fundiária expõe indígenas e pequenos agricultores à grilagem, à intimidação e à violência.
  • Proteção coletiva como resposta comunitária: diante da violência, as comunidades recorrem a patrulhas territoriais, sistemas de alerta precoce e redes de monitoramento comunitário. Segundo a Global Witness, essa abordagem preventiva e coletiva desafia os limites da proteção individual e reativa.
  • Pelo menos 124 defensores da terra e do meio ambiente foram mortos em 2025 em todo o mundo. Apenas dois países sul-americanos — Colômbia e Brasil — respondem por 52% dos homicídios de ativistas ambientais no ano passado. E no Brasil, os assassinatos dobraram entre 2024 e 2025.

    Os dados fazem parte de um relatório da Global Witness divulgado na 4ª feira (16/9). Segundo o documento, com base nos números do ano passado, o total de assassinatos e desaparecimentos documentados desde 2012 é de 2.375 pessoas.

    De todos os assassinatos documentados em 2025, 85% ocorreram na América Latina, que assim permanece a região mais perigosa do mundo para defensores do meio ambiente. Globalmente, mais de três quartos das vítimas eram pequenos agricultores, indígenas ou afrodescendentes.

    Pelo quarto ano consecutivo, a Colômbia foi o país com o maior número de mortes documentadas, com 39 assassinatos, quase metade deles de indígenas. A 2ª posição no triste ranking ficou com o Brasil, onde 26 ativistas ambientais foram mortos em 2025, mais do que o dobro do ano anterior, quando houve 12 assassinatos. Outros países com alto índice de violência são Honduras e Filipinas, com 12 assassinatos documentados cada, seguidos pelo México, com 10, e pela Guatemala, com 8.

    No Brasil, o principal motivo dos assassinatos foi a disputa por terras, um foco de conflito histórico entre indígenas e latifundiários. Os ataques se concentraram nos estados de Rondônia e Pará, detalham AFP e O Globo. “A falta de resolução dos seus direitos fundiários deixa Povos Indígenas e pequenos agricultores expostos à grilagem de terras [sic], à intimidação e à violência”, destacou Gabriella Bianchini, chefe de parcerias da Global Witness.

    Contudo, Gabriella ressalta na Folha que essas comunidades não são passivas. “Elas estão se organizando, recorrendo à lei e desenvolvendo suas próprias estratégias para defender seus territórios e direitos”, disse.

    O relatório, inclusive, documenta como comunidades em diversos países utilizam mecanismos de proteção coletiva como parte de sua longa tradição de defesa de seus territórios, direitos e meios de subsistência. Isso inclui patrulhas territoriais, sistemas de alerta precoce, redes de monitoramento comunitário e capacitação comunitária, que são apoiados por ricas práticas culturais e, muitas vezes, espirituais.

    A proteção coletiva reconhece que os defensores da terra e do meio ambiente raramente são alvos de ataques como indivíduos isolados e desafia as limitações de uma abordagem de proteção individual e reativa, uma vez que a proteção coletiva é, em sua maioria, preventiva e afirmativa da vida, destaca a Global Witness.

    Correio Braziliense, g1 e Metrópoles também repercutiram o relatório.

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