Áreas Protegidas na região de Abrolhos movimentam R$ 1,9 bi em renda – ClimaInfo
Um levantamento do WWF-Brasil estimou que nove Unidades de Conservação (UCs) costeiras entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo – área de influência do arquipélago de Abrolhos – movimentaram R$ 1,9 bilhão em 2024. Realizada em parceria com o ICMBio e agentes da sociedade civil, a pesquisa visa analisar a importância econômica das áreas marinhas e costeiras protegidas para os setores da pesca e do turismo, além dos empregos associados à gestão das unidades, informa a Folha.
Considerando empregos diretos e indiretos na região, a atividade pesqueira gerou 31,3 mil postos de trabalho e renda de R$ 537 milhões. Já o setor do turismo criou 65,7 mil empregos e movimentou R$ 1,35 bilhão no mesmo período. No total, foram 97 mil postos de trabalho e R$ 1,9 bilhão garantidos.
Na Bahia, o estudo avaliou o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos; as Reservas Extrativistas (RSEX) de Cassurubá e Canavieiras; a RESEX Marinha do Corumbau; e o Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. No Espírito Santo, foram analisadas as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) de Costa das Algas e da Foz do Rio Doce; o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz; e a Reserva Biológica de Comboios.
Segundo o Um Só Planeta, o Parque Marinho dos Abrolhos recebeu quase 17 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 7 milhões na economia local. Já o Parque Recife de Fora contou com 73,6 mil visitantes e gerou 2.470 empregos diretos e indiretos, movimentando mais de R$ 51 milhões.
“O pessoal da região ficou muito animado e também impactado quando levamos essas informações para conselhos e comunidades. As pessoas não sabiam o valor do serviço que fazem”, contou a bióloga Danieli Nobre, analista sênior de conservação do WWF-Brasil, com foco em preservação marinha.
A pesquisa também pretende apoiar a implementação e ampliação da rede de áreas marinhas protegidas do Brasil. Nas paisagens estudadas estão dois dos mais importantes bancos de coral do Atlântico Sul, o banco de Abrolhos e o Royal Charlotte, informa a Veja. Além disso, a região também faz parte da rota migratória das baleias-jubarte, que viajam da Antártica até a Bahia para se reproduzir e cuidar dos filhotes.









