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April 18, 2026
Clima

Ações de fabricantes de baterias da China superam ganhos de papéis de petrolíferas – ClimaInfo

  • Março 25, 2026
  • 3 min read
Ações de fabricantes de baterias da China superam ganhos de papéis de petrolíferas – ClimaInfo

Quase um mês após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, ainda há mais dúvidas do que certezas sobre o impacto do conflito na transição energética, destaca o Capital Reset. Mas a movimentação de investidores sinaliza expectativa positiva em relação à energia renovável.

Desde o início do conflito, os principais fabricantes de baterias e de sistemas de armazenamento de energia da China ganharam mais de US$ 70 bilhões (R$ 370 bilhões) em valor de mercado, segundo o Financial Times. As ações superaram o desempenho das grandes petrolíferas globais.

Os papéis de CATL, Sungrow e BYD subiram 19%, 19,4% e 21,9%, respectivamente. Desempenho melhor que o de BP (15,2%), Chevron (8,3%), Shell (4,7%) e ExxonMobil (4,7%) no mesmo período – companhias que se beneficiaram de uma alta de cerca de 50% nos preços do petróleo.

A alta das ações ilustra como a China e outros países importadores de petróleo podem responder ao conflito investindo mais em fontes renováveis para reforçar sua segurança energética. Líder da área de energia na Bernstein, casa de análise financeira e pesquisa de investimentos da gestora global AllianceBernstein, Neil Beveridge espera que o país – o maior importador de óleo cru do mundo – dobre sua aposta no plano de “eletrificar tudo”.

Outras grandes economias asiáticas, incluindo Japão, Coreia do Sul e Taiwan, também podem buscar energia renovável e combustíveis alternativos, avalia Beveridge. “Isso muda completamente todo o paradigma energético”, afirmou, acrescentando: “Mesmo que a guerra termine no próximo mês… não há volta.”

As baterias e os sistemas de armazenamento são essenciais à medida que cresce a implantação de fontes renováveis que geram energia de forma intermitente, como a eólica e a solar. As baterias também são essenciais para sustentar centros de dados de alto consumo de energia.

E é a China que lidera essa produção – que é crescente. De acordo com o grupo de pesquisa Mobility Foresights, o valor do mercado doméstico chinês de armazenamento de energia em larga escala deve saltar de US$ 48 bilhões (R$ 253 bilhões) no ano passado para US$ 199 bilhões (R$ 1 trilhão) até 2032.

Mas nem tudo são flores. Segundo a Bloomberg, as restrições de países africanos às exportações de metais essenciais para baterias são um duro golpe para as empresas chinesas que investiram bilhões de dólares no desenvolvimento de minas na região e no domínio do fornecimento.

A República Democrática do Congo começou a restringir as exportações de cobalto em fevereiro de 2025 para reduzir o excesso de oferta e agregar mais valor à sua produção, enquanto no mês passado o Zimbábue proibiu os embarques de concentrados de lítio para incentivar o processamento local. Essas medidas elevaram rapidamente os preços, que atualmente estão em patamares próximos aos mais altos dos últimos anos.

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Ian Mello

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