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October 30, 2026
Clima

Mundo está muito aquém da meta de restauração de ecossistemas, diz ONU – ClimaInfo

  • Outubro 30, 2026
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Mundo está muito aquém da meta de restauração de ecossistemas, diz ONU – ClimaInfo
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Há atualmente 252 milhões de hectares — uma área equivalente ao estado de São Paulo — sendo restaurados em 149 países, mostra relatório da ONU.

29 de outubro de 2026

florestas tropicais brasil
PxHere

Resumo

  • 252 milhões de hectares estão em restauração em 149 países: o relatório da FAO, do PNUMA e do Secretariado da CDB, lançado na 5ª feira (29/10) na COP17, documenta o maior esforço de restauração já registrado, com mais de 1 milhão de empregos verdes. O número, porém, está muito aquém da meta de 1 bilhão de hectares até 2030, estabelecida pelo Marco de Kunming-Montreal. A restauração em terra chegou a quase metade da meta 30×30.
  • Ásia concentra 192,2 milhões de hectares, com a China à frente: a China soma 127,4 milhões de ha (66,3% do total da Ásia). Na sequência vêm África (36,3 milhões), Europa (9,1 milhões), América do Norte e Central (5,8 milhões), América do Sul (5,4 milhões) e Oceania (3,2 milhões). O documento ressalta que o ranking reflete escala, território e capacidade de monitoramento, não desempenho. Águas doces (11 milhões de ha) e ecossistemas marinhos e costeiros (5,7 milhões de ha) avançam bem menos.
  • O financiamento anual precisa quadruplicar: o aporte deve subir de US$ 64 bilhões (R$ 345 bilhões) para US$ 296 bilhões (R$ 1,5 trilhão) por ano, o que poderia gerar até 32 milhões de empregos. As maiores necessidades são agroflorestamento (US$ 87 bi), reflorestamento restaurador (US$ 52 bi), turfeiras (US$ 44 bi) e pradarias marinhas (US$ 28 bi).
  • Uma boa notícia: 252 milhões de hectares — uma área equivalente ao estado de São Paulo — estão sendo restaurados em 149 países, gerando mais de 1 milhão de empregos verdes. É o maior esforço de restauração global documentado até o momento.

    No entanto, o número está muito aquém da meta global de restaurar 1 bilhão de hectares até 2030, estabelecida no Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, assinado no final de 2022. O que reforça que as ações devem ser aceleradas e que o financiamento anual para restauração deve mais do que quadruplicar. Estima-se que esse investimento possa gerar até 32 milhões de novos empregos em todo o mundo até 2030.

    É o que mostra o relatório “O retorno da natureza — ampliando a restauração de ecossistemas para as pessoas e o planeta”, lançado na 5ª feira (29/10) na COP17 da Biodiversidade, em Yerevan, na Armênia. O documento foi elaborado conjuntamente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pelo Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

    Do total atualmente em restauração, 192,2 milhões de hectares estão na Ásia, destacam Reuters e UOL. A China lidera o progresso na restauração de ecossistemas no continente, com 127,4 milhões de hectares (66,3% do total), segundo o relatório.

    O ranking continua com a África (36,3 milhões de ha), Europa (9,1 milhões), América do Norte e Central (5,8 milhões), América do Sul (5,4 milhões) e Oceania com 3,2 milhões de hectares. As diferenças não classificam o desempenho da restauração: refletem a escala da atividade de restauração, a área territorial regional e as capacidades de monitoramento e de relato, explica o documento.

    O relatório frisa que o progresso da restauração varia entre ecossistemas e países. A restauração de ecossistemas terrestres atingiu quase metade da meta global de restaurar 30% dos ecossistemas terrestres degradados até 2030 — a meta 30×30, estabelecida no Marco de Kunming-Montreal. A China registra a maior área terrestre em processo de restauração, enquanto áreas substanciais também foram documentadas na Mongólia e no Cazaquistão.

    O progresso é muito mais limitado nos ecossistemas de água doce, marinhos e costeiros, que também estão se degradando a um ritmo mais acelerado. Apenas 11 milhões de hectares de ecossistemas de água doce e 5,7 milhões de hectares de ecossistemas marinhos e costeiros, em 62 e 46 países, respectivamente, estão documentados como em processo de restauração.

    Restaurar a natureza para a resiliência e o bem-estar das pessoas exigirá um compromisso político sustentado e um aumento de mais de quatro vezes no financiamento anual para restauração, de US$ 64 bilhões (R$ 345 bilhões) para US$ 296 bilhões (R$ 1,5 trilhão) até 2030, destaca o documento. As maiores necessidades estimadas de investimento anual são: agroflorestamento (US$ 87 bilhões/R$ 469 bilhões), reflorestamento restaurador (US$ 52 bilhões/R$ 280 bilhões), restauração de turfeiras (US$ 44 bilhões/R$ 237 bilhões) e restauração de pradarias marinhas (US$ 28 bilhões/R$ 150 bilhões).

    • meio ambiente
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    • restauração florestal

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