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October 16, 2026
Estado Tocantins

Polícia investiga se reprovação motivou tiros em casa de professora | G1

  • Outubro 16, 2026
  • 4 min read
Polícia investiga se reprovação motivou tiros em casa de professora  | G1

O g1 e TV Anhanguera procuraram a defesa dos investigados para obter um posicionamento, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.

O crime aconteceu na madrugada da última quarta-feira (14). Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que uma caminhonete branca passa em frente à casa da professora e mais de 10 disparos são efetuados. O caso inicialmente é investigado como tentativa de homicídio.

Pedro Campelo Cabral e José Aristides Campelo Cabral — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O desentendimento teria começado na Universidade de Gurupi (UnirG), onde a vítima leciona. Em nota, a instituição repudiou a ação contra a docente e informou que adotou medidas administrativas cabíveis para apurar a situação.

Já o Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) publicou uma nota informando que “adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas”. O conselho afirmou ainda ver com preocupação o ocorrido contra a médica e seus familiares.

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Os dois foram localizados depois que a polícia identificou as características do veículo utilizado na ação criminosa. No estabelecimento, o médico e o estudante foram abordados, mas, segundo o boletim de ocorrência, houve resistência, e os policiais precisaram conter os suspeitos.

Em depoimento, os irmãos negaram envolvimento no crime e afirmaram que não haviam saído da boate naquela noite. A versão, no entanto, foi desmentida por funcionários do local, que relataram que os dois haviam chegado pouco antes da aproximação da viatura policial.

Durante vistoria no carro, os agentes encontraram uma pistola calibre 9 mm com documentação regular. Um dos homens afirmou possuir registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e disse que tinha outras armas registradas em seu nome, mas que elas haviam sido apreendidas em decorrência de uma ocorrência relacionada à Lei Maria da Penha.

À polícia, o médico e o estudante alegaram que tinham ido à casa da professora para convidar os filhos dela para um passeio de bicicleta. Segundo o registro policial, a justificativa foi rebatida pelas vítimas que estavam no imóvel no momento do ataque.

O caso é investigado pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi.

Estudante de medicina e médico são investigados por atirar contra casa de professora em Gurupi — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Íntegra da nota do CRM

O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) manifesta preocupação diante dos fatos ocorridos em Gurupi, envolvendo uma médica e seus familiares, especialmente diante das informações sobre o possível envolvimento de um médico e de um estudante de Medicina na prática do suposto crime.

O Conselho acompanha a situação com atenção e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas, inclusive junto aos órgãos competentes, para que os fatos sejam devidamente apurados.

O CRM-TO reafirma seu compromisso com a ética médica, a responsabilidade profissional e o respeito à sociedade, destacando que situações dessa natureza exigem apuração rigorosa e providências adequadas.

Conselho Regional de Medicina do Tocantins

Íntegra da nota da Unirg

Diante dos fatos ocorridos na madrugada desta quarta-feira (14/10), a Fundação UnirG e a Universidade de Gurupi – UnirG manifestam seu veemente repúdio a qualquer forma de violência, ameaça ou intimidação contra docentes, servidores e demais membros de sua comunidade acadêmica.

A Presidência da Fundação UnirG e a Reitoria expressam sua solidariedade à professora atingida, do Curso de Medicina e a seus familiares, a quem a Instituição presta todo o apoio necessário. A violência é absolutamente incompatível com os valores que orientam a vida universitária, e nenhuma forma de intimidação será tolerada.

Diante da gravidade dos fatos, a UnirG adotou de imediato as medidas administrativas cabíveis para sua apuração, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação. Por meio dos setores competentes, a Instituição também promove medidas de acolhimento e suporte à docente.

A UnirG mantém sistema de monitoramento eficiente e vigilantes experientes em todos os seus prédios, atentos a qualquer situação suspeita, de modo a garantir a proteção de estudantes, professores e servidores em suas atividades diárias.

A Instituição reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e o respeito em toda a comunidade universitária.

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