Caso Gustavo: entenda contradições em depoimentos do pai e da madrasta | G1
Madrasta e pai Igor Gustavo Veloso de Souza — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Em depoimento à polícia, Igor Veloso sustentou a tese de acidente doméstico, alegando que a morte da criança ocorreu por um “afogamento normal” na piscina, enquanto ele se distraía no celular. Relatou que retirou o filho da água, banhou-o na ducha e o colocou para dormir. Afirmou que a sensação de frio no corpo do menino lhe pareceu “normal de quem estava no ar-condicionado”, alegando ter entrado em desespero apenas na manhã seguinte, ao tentar acordá-lo.
Já a madrasta, Kathellen Moreira, declarou que esteve no quarto por volta das 6h50 para pegar um remédio e não notou nada de errado com o menino, afirmando inclusive que a criança teria feito um gesto com os olhos ao acenderem a luz. Disse também que, por volta das 9h, o casal saiu de casa e permaneceu circulando de carro sem destino definido, em direção a Lajeado.
Os investigadores, entretanto, perceberam contradições nas versões apresentadas durante o trabalho pericial. Na mesma noite, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, foi informado pelo Instituto Médico Legal (IML) de que a morte de Gustavo não havia sido causada por afogamento e que havia indícios de crime.
Em nota enviada à TV Anhanguera, a defesa de Igor e Kathellen informou que o casal está contribuindo, na medida do possível e dentro dos limites legais, com as investigações, e que permanece à disposição das autoridades para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações ainda estão em andamento. Segundo a pasta, neste momento, não há outras informações que possam ser repassadas para não comprometer o andamento das apurações. A conclusão do inquérito ocorrerá após o cumprimento das diligências necessárias.
Gustavo Veloso e a m — Foto: Reprodução/Rede social de Sabrina da Silva Feitosa
Prisão do casal
Eles estão presos desde 5 de agosto. O inquérito ainda não foi concluído e o Ministério Público não ofereceu denúncia.
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito policial. Segundo o órgão, as investigações ainda estão em andamento e, por isso, não houve oferecimento de denúncia. (Leia nota na íntegra abaixo).
A Justiça já negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves. A participação da madrasta na morte de Gustavo segue em apuração.
Íntegra da nota do MPE
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informa que acompanha o caso envolvendo a morte do menino Gustavo e que o inquérito policial permanece em andamento.
Neste momento, as investigações continuam sendo conduzidas pela autoridade policial, responsável pela realização das diligências necessárias e pela conclusão do procedimento investigativo. O MPTO acompanha o andamento do caso e, caso identifique a necessidade de alguma providência no âmbito de suas atribuições, poderá adotá-la.
Enquanto a investigação estiver transcorrendo regularmente e dentro dos prazos legais, cabe ao Ministério Público respeitar a condução das diligências pela autoridade policial, sem interferir indevidamente no trabalho investigativo.
Por essa razão, ainda não houve oferecimento de denúncia. Após a conclusão do inquérito e o encaminhamento dos autos, o promotor de Justiça responsável analisará os elementos reunidos e adotará as medidas cabíveis.
Neste momento, não é possível estabelecer prazo para eventual oferecimento de denúncia, uma vez que essa etapa depende da conclusão das investigações.









