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September 2, 2026
Estado Tocantins

Policial civil é denunciado pela morte do filho de vereador em praia | G1

  • Setembro 1, 2026
  • 3 min read
Policial civil é denunciado pela morte do filho de vereador em praia | G1

O jovem Luciano, de 28 anos, era filho do vereador de Couto Magalhães, Lindomar Gomes da Silva (PT). O crime aconteceu no dia 19 de julho de 2026, na Praia do Porto Franco.

Na época, a polícia informou que houve uma luta corporal e o suspeito efetuou um disparo que atingiu Luciano. O jovem foi socorrido e levado para a unidade de saúde do município, mas não resistiu aos ferimentos.

O Ronaldo saiu do local em um carro e posteriormente se apresentou na delegacia, onde foi ouvido e liberado. O advogado Antônio Ianowich Filho informou que a defesa recebe com tranquilidade e confiança na Justiça a denúncia ofertada pelo MPTO.

“A instrução do processo demonstrará de forma cristalina a inocência do Policial Civil e o reconhecimento que sua ação ocorreu em legitima defesa própria e de terceiros”, afirma a nota assinada pelo advogado AntÔnio Ianowich Filho.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o servidor foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil no dia 21 de agosto deste ano. Em nota, o órgão também disse que o policial está de licença médica desde o dia 24 de fevereiro de 2026 e, por isso, não exerce atividade nas unidades da Polícia Civil.

Luciano Ferreira da Silva foi baleado enquanto estava na praia, em Couto Magalhães (TO) — Foto: Reprodução/Instagram de Luciano Ferreira

Conforme o Ministério Público, a 1ª Promotoria de Justiça de Colinas do Tocantins solicitou, na denúncia, que o policial perca o cargo em caso de condenação, além de pagar uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares de Luciano.

A promotoria também pediu prioridade na tramitação do processo e que, após a primeira fase do processo, o acusado seja pronunciado e submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Relembre o caso

Luciano Ferreira trabalhava como garçom na praia de Porto Franco quando foi atingido por um tiro. Na época, o prefeito da cidade, Júlio Cesar (Republicanos), contou que o caso gerou comoção na cidade.

“Luciano foi um jovem amigo, companheiro e admirado por todos pela sua postura e tratamento carinhoso e respeitoso com os outros. Que os amigos enlutados encontrem consolo”, informou em nota de pesar.

Quando o crime aconteceu, o policial civil não exercia mais atividade nas ruas por estar de licença. Em julho, o Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins (Sinpol-TO) afirmou que o policial agiu em legítima defesa após ser agredido e disse que essa versão seria comprovada durante a investigação.

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