Família cobra respostas oito anos após assassinato de prefeito no TO | G1
“Perder um ente querido, principalmente por assassinato, em um caso como esse, misterioso, é uma dor irreparável. É uma dor que não dá para comparar com nenhuma outra perda. A gente precisa dessa resolução, e também, a sociedade espera há oito anos pelo esclarecimento deste caso”, diz o irmão, Fidel Costa.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil e é acompanhada pelo Ministério Público do Estado (MPTO). Em nota à TV Anhanguera, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirma que a polícia trabalha para esclarecer as circunstâncias, a motivação e a autoria da morte do ex-prefeito, e que o inquérito segue em grau máximo de sigilo e, por isso, detalhes não foram repassados.
Prefeito de Miracema, Moisés Costa da Silva, foi assassinado — Foto: Divulgação/Prefeitura de Miracema
O g1 solicitou um posicionamento do MPTO, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Na época do crime, Moisés tinha 44 anos e era empresário no ramo de contabilidade. Poucos dias antes de ser morto, ele inaugurou obras do município, em celebração ao aniversário de Miracema. Desde então, o irmão de Moisés visita com frequência a Secretaria de Segurança Pública para cobrar uma solução.
“Falar deste assunto, nestes longos 8 anos, não tem sido nada confortável. Pelo contrário, dói muito. Mas é necessário. […] A ausência de conclusão prejudica a credibilidade da Justiça e deixa uma mancha que precisa ser reparada”, afirma Fidel.
O crime
Os funcionários ficaram aguardando o prefeito em um posto de combustíveis, mas ele não retornou. O corpo foi localizado horas mais tarde dentro da caminhonete dele em uma rodovia que liga Miranorte a Rio dos Bois.
Após a morte, a SSP afirmou ter montado uma força-tarefa para investigar o caso. Em dezembro de 2018, informou que o caso era de difícil elucidação e estava empregando diversas técnicas investigativas a fim de se identificar a autoria do homicídio.
O caso do Moisés chama atenção por ser o único no Tocantins, em aberto, de um prefeito assassinado em pleno exercício do mandato. Quando o crime ocorreu, fazia um ano e oito meses que ele havia assumido a gestão da cidade após ser eleito pela maioria da população.
O prefeito era considerado querido pela população, e moradores chegaram a fazer uma passeata cobrando justiça e o desfecho das investigações, ainda em 2018. Mais de 800 pessoas vestiram branco e carregaram cartazes em passeata na Avenida Tocantins, em frente à praia de Mirasol.
Moradores cobraram Justiça para a morte de Moisés — Foto: Gabriela Lago/G1








