Caso Gustavo: 10 pontos para entender a morte do menino de 3 anos | G1
Os pais do menino viviam uma disputa judicial, e a morte ocorreu na noite de domingo (2), enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte da criança ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
A suspeita de violência sexual ainda não foi totalmente descartada, e a tipificação dos crimes poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas — Foto: Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
A defesa do advogado disse que, após saber da prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial e que o caso se trata de uma entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável. A defesa ainda afirmou que, por ora, não se manifestará sobre detalhes do caso (veja nota completa abaixo).
Já a defesa de Kathellen Moreira disse que “recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva”. Os advogados da madrasta alegaram que ela é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A defesa informou que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial e que irá recorrer à substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas (veja nota completa abaixo).
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Caso Gustavo Veloso
A morte e a apuração inicial
Histórico de agressões e suspeita de dopagem
Ameaças anteriores contra a mãe

Pai suspeito da morte do filho ameaçou matar a mãe da criança a tiros anos antes; ouça
Cumprimento das visitas por orientação jurídica
Advogados de Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino, informaram à TV Anhanguera que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno.
Contradição na versão do pai e laudo pericial
Tentativa de simulação e alteração do local

Delegado explica os principais pontos do laudo do caso Gustavo
Constatação de lesões graves e enquadramento de tortura
Prisão preventiva do pai e da madrasta

Pai e madrasta de Gustavo Veloso são presos
Investigação sobre a omissão da madrasta
Homenagem da mãe e providências institucionais

Vídeo publicado por mãe mostra momento de afeto com filho
O que dizem as defesas dos presos
Defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.









