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August 4, 2026
Estado Tocantins

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  • Agosto 4, 2026
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“No exame preliminar, a causa da morte, aparentemente, foi por laceração intestinal e sangue. Ele teve hemorragia interna e externa, o que levou a causa morte”, explicou o diretor, em entrevista à TV Anhanguera.

A criança foi encontrada em uma casa na região norte de Palmas nesta segunda-feira (3), depois que o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai do menino, procurou a Polícia Civil, afirmando que o filho supostamente teria morrido após começar a se afogar na piscina.

Gustavo Veloso Feitosa e o pai Igor Gustavo Veloso de Sousa — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

“Foi constatado alguns indícios de violência no corpo, e a DHPP foi acionada, e agora a gente está investigando para determinar se houve essa agressão [por parte] do pai ou se ali se deu, na verdade, um homicídio. Então, a gente vai aguardar inicialmente a confecção dos laudos. O laudo cadavérico traz muitas informações importantes para definir se há um acidente ou um homicídio”, comentou.

A defesa de Igor Gustavo afirma que ele estava com a criança na piscina em uma aparente situação de afogamento. Conforme a versão apresentada, ele retirou o menino da água, prestou os primeiros socorros, e a criança voltou a reagir após expelir a água ingerida. A defesa afirma que, diante da melhora aparente, o pai deu banho no filho e o colocou para descansar.

Ainda segundo o relato, na manhã de segunda-feira (3), Igor Gustavo percebeu que a criança não respondia e não apresentava sinais vitais. A defesa afirma que, abalado e desorientado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos da polícia e da perícia.

Morte sem precedentes

O diretor do IML afirmou à TV Anhanguera que a criança tinha marcas de agressões pelo corpo. “Muita violência, sinais de violência pela face, intestinal, internamente, isso não é comum nos dias de hoje.”

Por outro lado, afirmou que não havia sinais de afogamento. “Até agora pelo laudo, pelo primeiro exame, não tem indício nenhum de afogamento. Ali foi realmente outro tipo de trauma que levou a causa morte”, afirmou.

Godinho afirmou que nunca tinha visto um caso como este.

“Na verdade, eu nunca, nesses 18 anos aí de legista, eu nunca tinha visto um caso como esse aqui no nosso estado. Realmente é uma situação muito difícil, não só para nós aqui, como para toda a família da mãe, de quem estava com a criança, como para a população tocantinense. Isso aí não é uma coisa natural não, não é uma coisa normal de se ver aqui no estado do Tocantins”, disse.

Entenda

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o pai da criança procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil durante a tarde de segunda-feira (3) para comunicar a morte. Familiares e testemunhas começaram a prestar depoimentos na noite de segunda-feira.

Peritos realizaram exames no local e no corpo da criança para determinar a causa da morte e o horário em que ela ocorreu. O caso segue sob investigação da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins disse que acompanha o caso e aguarda as investigações pelas autoridades competentes para o devido esclarecimento dos fatos.

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