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April 19, 2026
Estado Tocantins

Pai e filho procurados por homicídio têm pedido de fala virtual negado | G1

  • Abril 15, 2026
  • 3 min read
Pai e filho procurados por homicídio têm pedido de fala virtual negado | G1

Inicialmente, o juiz Marcello Rodrigues de Ataídes, da 1ª Vara Criminal de Miracema do Tocantins, havia autorizado que os dois fossem ouvidos de forma virtual no dia 6 de abril de 2026. No entanto, o promotor Rodrigo de Souza recorreu, destacando que há mandados de prisão em aberto contra ambos.

Em nota, a defesa de Valdimar Carvalho e Tiago Pereira informou que, embora respeite a decisão judicial, discorda da proibição do interrogatório virtual. Os advogados sustentam que a audiência de instrução revelou contradições entre vítimas e testemunhas, o que fragilizaria a acusação e as versões iniciais da investigação (confira a nota completa mais abaixo).

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Valdimar Carvalho, de 46 anos, e o filho, Tiago Pereira, de 19, moravam na zona rural de Dois Irmãos antes do crime, mas fugiram assim que os mandados de prisão foram expedidos. Em agosto de 2025, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou a divulgar cartazes com as fotos dos dois para auxiliar na localização.

Relembre o crime

Henrique, que era jogador de futebol amador, chegou a ser socorrido e internado no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas morreu quatro dias depois. A principal suspeita da investigação e da família é de que o jovem tenha sido atingido por engano.

“A discussão não tinha nada a ver com ele. Ele estava acabando de chegar no bar e já estava a confusão. Os rapazes [suspeitos] estavam armados e começaram a fazer vários disparos para todo lado”, relembrou a irmã da vítima, Esmeralda Farias, em entrevista na época do crime.

Nota da defesa na íntegra

A defesa respeita a decisão judicial, embora discorde da reconsideração posterior sobre a participação dos acusados por videoconferência na audiência. Essa matéria será discutida pelos meios processuais adequados, dentro dos autos e com absoluto respeito às instituições.

O ponto mais importante, porém, é outro: a audiência de instrução revelou contradições relevantes entre vítimas e testemunhas, fragilizando aspectos importantes da acusação. Muitos fatos narrados de forma linear na fase de investigação não se sustentaram da mesma maneira quando submetidos ao contraditório judicial.

A defesa entende que há um claro excesso na forma como os fatos foram inicialmente apresentados, inclusive quanto à dinâmica do ocorrido, ao número de vítimas apontadas e a determinadas imputações que, em juízo, passaram a exigir uma análise muito mais cautelosa e técnica.

Os réus são pessoas primárias, trabalhadoras, com histórico de vida ligado ao trabalho e sem trajetória de envolvimento reiterado com violência. Por isso, a defesa considera essencial que eles sejam julgados pela prova produzida em juízo, e não por versões iniciais que agora se mostram cheias de inconsistências.

O processo ainda está em curso, e exatamente por isso é preciso responsabilidade. A defesa seguirá demonstrando, com serenidade e firmeza, que não se pode destruir a imagem de duas pessoas antes da análise completa, técnica e imparcial de tudo o que efetivamente foi provado em audiência.

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