Suspeitos de fraudar provas da PM do TO são eliminados de concurso | G1
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmou que as suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame (veja nota abaixo).
Candidatos eliminados
Documentos apreendidos com suspeito durante operação — Foto: SSP-TO/Divulgação
Os editais com as eliminações foram publicados nesta segunda-feira (23). Um dos candidatos concorreu ao cargo de cadete e os demais disputavam as vagas para o quadro de soldados.
Os nomes foram publicados no Diário Oficial. O g1 não conseguiu contato com os candidatos eliminados até a última atualização desta reportagem.
Segundo a publicação assinada pelo presidente da comissão do concurso, as eliminações levam em consideração a existência de elementos concretos e idôneos que indicam a “prática de fraude por candidatos no âmbito do presente concurso público, consistente na utilização de documentos falsos e na adulteração de dados identificadores com o objetivo de obtenção de vantagem indevida”.
O concurso teve mais de 34 mil inscrições. Foram ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficiais. Os salários dos cargos variam de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13. A seleção ainda está em andamento e não houve convocações.
Entenda a investigação
Conforme a Polícia Civil, as investigações são referentes à primeira fase do concurso da PM, realizada em 15 de junho de 2025. Nessa etapa, segundo investigações, o esquema utilizava “pilotos”, pessoas contratadas para realizar as provas no lugar dos candidatos originais.
Cinco candidatos são suspeitos de contratar os serviços do grupo criminoso. Outros três homens, sendo um agente socioeducativo no Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA) e um ex-policial militar da Paraíba, são apontados como integrantes do suposto esquema.
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que acompanha a situação com rigor e que o caso já foi encaminhado para a Controladoria Setorial da Sejus. “Caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal” (veja nota completa abaixo).
A Polícia Rodoviária Federal do Pará disse que prestou apoio durante a operação, acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público (veja nota completa abaixo).
Íntegra na da nota da Polícia Militar do Tocantins
A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.
A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.
A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.
A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.
A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.
Íntegra da nota da FGV
A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.
As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.
Íntegra da nota da Sejus do Distrito Federal
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins.
Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal.
Íntegra da nota da PRF do Pará
A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informa que deu apoio, na última quarta-feira (18), à Operação Última Etapa, da Polícia Civil de Tocantins (PCTO), que investiga supostas fraudes em concurso público da Polícia Militar (PMTO).
No Pará, a participação da PRF ocorreu em apoio ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas (TO). Entre os investigados pela operação está um policial rodoviário federal que trabalha no Pará.
A PRF acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público.








