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November 6, 2026
Estado Tocantins

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  • Agosto 9, 2025
  • 4 min read
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Este é o caso de Maria (nome fictício para preservar a identidade da vítima), que tem 43 anos e viveu uma situação de violência praticada pelo companheiro, em Palmas.

Ela conta que sofreu diversas agressões durante o relacionamento. “Ele voltava e me rondava, dizendo ter se arrependido, que precisava de mim. A situação foi ficando difícil e ele foi piorando. Foi quando descobri que ele não era só ignorante, mas também nervoso”, diz ela.

Segundo Maria, o companheiro a agredia diversas vezes e depois fazia apelos emocionais.

“Numa dessas alterações, veio nervoso e me derrubou com um chute na canela e torceu minha perna. Fui para a UPA Norte e foi constatado que havia fraturado minha perna esquerda. Ele [companheiro] me procurou, falou e pediu para confiar nele”, relatou a vítima.

Ao todo, 4.028 casos de violência contra a mulher foram registrados pela Polícia Civil neste ano. Os dados são do painel estatístico da Secretaria de Segurança Pública (SSP), referentes ao período entre 1º de janeiro e 6 de agosto.

Entre os casos registrados, 2.575 foram ameaças e 1.453 são referentes à lesão corporal, tanto leve quanto grave. Palmas é a cidade com o maior número de ocorrências, seguida por Araguaína e Gurupi. Veja os números:

  • Palmas: 1.023 casos
  • Araguaína: 479 casos
  • Gurupi: 232 casos

Violência psicológica e física

Durante o relacionamento, Maria sofreu violência física e psicológica. Ela conta que não podia ir ao trabalho sozinha foi proibida de falar com outras pessoas.

“Tomou meu telefone com chip e jogou fora. Comprou outro e disse que eu não precisava dos contatos que eu tinha. Era passado”.

O caso de Maria foi registrado na madrugada do dia 30 de julho deste ano, na região sul da capital. A vítima conta que a última agressão aconteceu após o suspeito chegar em casa com sinais de embriaguez.

“Ele [companheiro] veio e se sentou em cima de mim, quando começou a me agredir com murros e socos na cabeça e abdômen. Quando cansou os braços, levantou-se e me arrastou pela calçada, puxando meus cabelos e começou me chutar nas costas e na cabeça até que meu filho, de 11 anos, conseguir chamar várias pessoas que estavam em um bar próximo à casa. As pessoas vieram tirar ele de cima de mim, chamaram o Samu e a polícia”, relatou Maria.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a paciente foi acolhida no Hospital Geral de Palmas (HGP), recebeu todos os cuidados da equipe multiprofissional e teve alta hospitalar no dia 5 de agosto.

O nome do suspeito não foi divulgado, devido ao caso estar em segredo de justiça. A SSP-TO informou que foi instaurado um inquérito policial pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). O caso corre em sigilo.

Veja como denunciar

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, tem como objetivo combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei estabelece medidas para proteger as vítimas, como a criação de juizados especiais de violência doméstica, a concessão de medidas protetivas de urgência e a garantia de assistência às vítimas.

Como denunciar casos de violência contra mulher:

  • Pelo número 180, que é gratuito.
  • Pelo site da Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, do Governo Federal clique aqui
  • Pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil
  • Pelo 190 da Polícia Militar em caso de emergência
  • Registre a ocorrência em uma delegacia de polícia, de preferência nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam)
  • Entre em contato com os Centros de Referência da Mulher do estado para suporte psicológico, orientação jurídica e acolhimento

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