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August 11, 2026
Estado Tocantins

Policial civil preso em operação da PF junto com prefeito afastado de Palmas passa mal em quartel e é levado para UPA

  • Julho 11, 2025
  • 3 min read
Policial civil preso em operação da PF junto com prefeito afastado de Palmas passa mal em quartel e é levado para UPA

Conforme a Polícia Militar (PM), ele recebeu medicação e retornou ao alojamento onde está detido. A causa do mal-estar não foi informada. O g1 questionou a Secretaria Municipal de Saúde a respeito do estado de saúde do policial. A pasta informou em nota que “informações médicas de pacientes são protegidas por sigilo e disponibilizadas apenas aos familiares autorizados ou responsável legal”.

De acordo com a PM, durante a madrugada o policial sentiu um leve mal-estar e, por precaução, militares que estavam de plantão o escoltaram até. Ele foi medicado e logo após retornou ao 6º Batalhão (6º BPM).

O g1 entrou em contato com a defesa de Marco Augusto, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Infarto de Eduardo Siqueira Campos

Na terça-feira (8) Eduardo Siqueira Campos sofreu um infarto agudo e foi submetido a uma angioplastia com implante de stent para restaurar o fluxo sanguíneo cardíaco. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o procedimento transcorreu com sucesso, sem intercorrências.

O STF concedeu prisão domiciliar ao prefeito em razão de seu estado de saúde, mas manteve as medidas cautelares já impostas na ocasião da prisão, que são o afastamento da função pública, proibição de contato com os demais investigados ou de deixar o país.

O advogado Juvenal Klayber, que atua na defesa de Eduardo, informou que “a próxima etapa será tentar revogar a prisão preventiva do decreto que vive em face do prefeito Eduardo Siqueira Campos”.

Entenda prisões

Prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, vai cumprir prisão domiciliar

Prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, vai cumprir prisão domiciliar

Eduardo Siqueira Campos, o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz e um advogado foram presos pela Polícia Federal (PF). Os mandados foram determinados pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte do inquérito que apura supostos vazamentos de informações judiciais no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conforme a PF, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas STJ.

A Polícia Federal não especificou quais as suspeitas e indícios que levaram às prisões, ou a relação entre os três alvos. Informou apenas que essa nova fase busca aprofundar as investigações sobre a existência de uma organização criminosa responsável pelo vazamento sistemático de informações sigilosas, oriundas de investigações em curso no STJ, com impacto direto sobre operações da PF.

A apuração revelou indícios de que informações confidenciais estariam sendo antecipadamente acessadas, articuladas e repassadas a investigados, com o envolvimento de agentes públicos, advogados e operadores externos. O grupo é suspeito de utilizar desses dados sensíveis para proteger aliados, frustrar ações policiais e construir redes de influência.

A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que o caso de Marco Augusto está sendo acompanhado pela Corregedoria-Geral da SSP, e que serão tomadas todas as providências administrativas cabíveis.

A defesa de Eduardo disse à TV Anhanguera que em momento oportuno a verdade aparecerá e que tem provas suficientes de que o prefeito nada tem a ver com o que foi representado pela Polícia Federal.

A Prefeitura de Palmas destacou no dia da operação que “as investigações não se relacionam com a atual gestão municipal”.

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