Polícia recebe vídeos de alunas bebendo suposto
O HD externo foi entregue na Central de Atendimento à Mulher, em Palmas, no sábado (26). Conforme o Termo de Declaração, que o g1 teve acesso, o irmão contou à delegada que fez buscas pelo quarto do professor, que mora com os pais, e encontrou um HD externo em uma escrivaninha.
Ao verificar o aparelho de armazenamento, o familiar identificou que havia pelo menos quatro vídeos de mulheres ingerindo o líquido. Também encontrou um vídeo do professor se masturbando e filmando crianças em um lote, além de fotos de mulheres em vários locais de Luzimangues.
Segundo o documento, o irmão informou que haviam várias pastas no HD com conteúdos ilícitos. O caso será investigado pela 72ª Delegacia de Polícia do Distrito de Luzimangues.
Nota de repúdio da família
Nas redes sociais, a família do investigado publicou uma nota de repúdio afirmando que repudia as condutas ilícitas de Hallan Richard. “Ante a gravidade e reprovabilidade, bem como a repercussão do caso, a família atravessa um momento de grande sofrimento e se solidariza com as possíveis vítimas e seus familiares, com votos para que a justiça seja feita”.
O irmão, que é empresário, chegou a publicar uma outra nota informando que a menção de sua empresa na conta do Instagram de Hallan foi feita quando o professor prestou serviços em setembro e outubro de 2023, mas que desde aquela época ele estava afastado das atividades.
Violação sexual
O caso foi registrado na noite desta sexta-feira (25). A PM informou que, segundo as denúncias, o suspeito atuava como professor de canto e instrumentos musicais. Nas aulas ele teria oferecido uma espécie de chá às alunas para melhorar a garganta e a dicção vocal.
Sem que as alunas soubessem, ele alterava o líquido e colocava sêmen dentro do suposto chá e dava para as alunas beberem, segundo a polícia. Os militares foram informados que quando elas ingeriam o líquido, ele filmava as vítimas sem o conhecimento delas.
Hallan Richard Morais foi presos suspeito de oferecer bebida com o próprio sêmen para alunas — Foto: Reprodução
A Polícia Civil afirmou ainda que no dia em que o crime foi registrado, uma das alunas percebeu que a bebida havia sido alterada e chamou a polícia. Foram apreendidos dois frascos contendo o suposto sêmen e um celular, que estaria sendo usado para gravar as vítimas. A substância foi recolhida e deve ser analisada pela perícia.
Conforme a decisão, apesar do professor ter afirmado durante audiência que não respondia por outro crime, a leitura da certidão de antecedentes apontou que ele é investigado por estupro de vulnerável.
Hallan Richard está preso preventiva na Unidade Penal de Porto Nacional, de acordo com o juiz, para manter ordem pública.

Professor suspeito de dar chá com sêmen para alunas passará por audiência de custódia









