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October 4, 2026
Estado Tocantins

Mulher mantida viva enquanto estava grávida e bebê são enterrados juntos no Tocantins

  • Fevereiro 5, 2025
  • 2 min read
Mulher mantida viva enquanto estava grávida e bebê são enterrados juntos no Tocantins

Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, mantida viva após ter morte cerebral para tentar salvar o bebê que ela esperava, foi enterrada no Tocantins na manhã desta segunda-feira (27). O corpo dela que estava em Rondonópolis (MT), chegou à Araguaína, no norte do estado, no sábado (25). O bebê dela também não resistiu e foi enterrado junto com a mãe.

A morte cerebral foi confirmada no dia 1º de janeiro de 2025, mas a equipe médica resolveu mantê-la com os aparelhos ligados até que ela completar o sétimo mês de gestação, na tentativa de salvar o bebê. A criança nasceu na sexta-feira (24) e apesar dos esforços, ela não resistiu, morrendo neste sábado.

Após o nascimento de Adryan Miguel Sousa Borges, como foi batizado, os aparelhos que mantinham Joyce viva foram desligados.

Como ela, o marido e as duas filhas moravam no Tocantins antes de se mudarem para o Mato Grosso, a família resolveu fazer a despedida em Araguaína. O velório começou no Setor Tiuba, na noite de sábado. Já o enterro aconteceu em um cemitério privado nesta segunda-feira (27).

Joyce, o marido João Matheus Silva e uma das filhas do casal — Foto: Arquivo pessoal

Entenda o caso

Após ir para o hospital, Joyce passou por cirurgia, mas o cérebro dela começou a inchar, necessitando de procedimentos para o quadro. Mas acabou tendo morte cerebral no primeiro dia do ano.

O esposo de Joyce, João Matheus Silva, de 23 anos, acompanhou todo o processo junto com os pais dele. A gestação da jovem iria completar sete meses em fevereiro, mas o bebê acabou nascendo antes do previsto.

Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, estava sendo mantida viva por aparelhos devido à gravidez — Foto: Arquivo pessoal

Após 24 dias sendo mantida pelos aparelhos, Adryan Miguel nasceu com 900 gramas e em seguida foi encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, morreu durante a madrugada de sábado (25).

A Santa Casa de Rondonópolis lamentou o ocorrido e disse que foram empregados todos os recursos para que a criança tivesse as melhores chances. Mas a ‘prematuridade extrema tornou o quadro irreversível’.

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