Caminhões com produtos químicos continuam no rio após queda de ponte entre TO e MA; nota orienta sobre risco de contaminação
Segundo o Ministério, até o momento não há indícios de contaminação da água. As orientação foram publicadas nesta semana em uma Nota Técnica Conjunta. No texto, estão descritas as ações para evitar e auxiliar a população, em situação de intoxicação por exposição de produtos químicos. Nesses casos os moradores devem:
- Evitar contato direto com a água do rio Tocantins;
- Evitar o uso da água ou atividades de lazer no rio Tocantins enquanto as autoridades não garantirem a segurança;
- Seguir orientações das autoridades a partir dos comunicados oficiais dos órgãos ambientais e sanitários para atualizações sobre a segurança na região;
- Procurar a unidade de saúde mais próxima caso haja contato com os produtos químicos, mesmo que não haja sintomas imediatos. Em casos de urgência, acionar o SAMU 192;
- Na hipótese de ingestão da água contaminada, não induzir o vômito.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informou que está em contato direto com o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão para as ações de monitoramento, alertas e conscientização da população com a comunicação de risco. Veja a íntegra da nota no fim da reportagem.
Segundo o Ministério da Saúde, equipes continuam verificando a qualidade da água. “Neste cenário, uma possível contaminação poderia afetar os múltiplos usos do rio, assim como a subsistência de comunidades tradicionais, indígenas, ribeirinhas, quilombolas e moradores da região”.
Já os órgãos públicos são orientados a emitir alertas à população se necessário, identificar áreas de risco, monitorar os resíduos de agrotóxicos em água para consumo humano e desenvolver estratégias de comunicação para avisar a população.
Na publicação, o governo federal também explica os sintomas que a exposição à produtos químicos podem causar:
Sintomas que podem ser provocados em humanos com a exposição de produtos químicos — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde
Ácido sulfúrico e agrotóxicos
“O pior cenário seria se a carga tivesse sido expelida durante a queda. Isso não aconteceu, os tanques estão intactos, a partir da visão do sonar da Marinha e, também, das equipes técnicas (da Sema), que identificaram isso”, disse o supervisor de Emergência Ambiental da Secretaria, Caco Graça.

Mergulhadores conseguem registrar veículos que caíram de ponte no fundo do rio
No ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que havia notificado as empresas responsáveis pelos caminhões, para que fizessem a retirada dos veículos da água.
O g1 solicitou informações sobre a remoção desses veículos e aguarda resposta.
Desabamento
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do governo federal, o desabamento ocorreu porque o vão central da ponte cedeu. A causa do colapso ainda será investigada, de acordo com o órgão.
A ponte foi completamente interditada e os motoristas devem usar rotas alternativas. Pela estrutura passavam cerca de 2,1 mil veículos por dia. De acordo com o Governo do Estado, nessa época do ano o fluxo do posto fiscal em Aguiarnópolis. Sem poder contar com a ponte, os motoristas agora precisam desviar por rotas alternativas que aumentam o percurso em quase 200 quilômetros.
Íntegra da nota da SES
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informa que está em tratativas direto com o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, para as ações de monitoramento, alertas e conscientização da população com a comunicação de risco, para evitar rumores causadores de transtornos desnecessários às comunidades atingidas pelo desastre ocorrido com o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek.
A SES-TO destaca que o monitoramento da qualidade da água está sendo realizado periodicamente pelas equipes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-TO), as quais seguem acompanhando o evento e está colaborando com os órgãos responsáveis para apoio aos municípios envolvidos. As análises realizadas em conjunto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) apontam a ausência de impacto na qualidade da água do Rio Tocantins, relacionado à carga potencialmente envolvida.
A SES-TO pontua que cards informativos já foram produzidos pelas equipes de Vigilância em Saúde, com orientações sobre a não exposição a riscos em busca de encontrar as embalagens submersas e o aviso imediato à empresa responsável pela carga, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor, disponibilizado pela mesma.

Vereador mostrava situação da ponte e flagrou momento da queda









