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July 9, 2026
Estado Tocantins

Biólogo do Tocantins vai realizar sonho de infância ao participar de expedição na Antártica:

  • Dezembro 21, 2024
  • 3 min read
Biólogo do Tocantins vai realizar sonho de infância ao participar de expedição na Antártica:

“Desde menino, sempre pensei na Antártica como um ambiente diferente de tudo. Mas ir até lá era inimaginável. Surgiu a oportunidade de trabalhar com identificação de microrganismos utilizando o DNA, que é minha especialização, entrei por acaso e pra mim é a realização de um sonho de criança”, contou.

Mais de 30 pesquisadores participam desta fase do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que em 2024 completou 43 anos de atuação. Fabyano é o único representante do estado selecionado para a expedição e embarca para o Chile na próxima sexta-feira (26), de onde fará a travessia de navio até a estação da Marinha do Brasil na Antártica na primeira semana de janeiro de 2025.

“O objetivo do grupo é realizar um levantamento da biodiversidade antártica, com ênfase nos microrganismos e também nas briófitas, que são os principais vegetais presentes nesse ambiente. Vou ficar na base [de operações] enquanto outros companheiros vão ficar viajando de ilha em Ilha, coletando amostras”, explicou.

Tocantinense participa de pesquisa na Antártica

Tocantinense participa de pesquisa na Antártica

As condições climáticas extremas não intimidam o pesquisador, que vai trocar os 35°C de temperatura média do Tocantins pelo verão antártico, que registra temperatura média de -10ºC na costa do continente, por cerca de um mês.

“Todo mundo pergunta como vou enfrentar a temperatura. Moro no Tocantins, então não tenho um guarda-roupa de frio, mas aos poucos estou comprando roupas”, riu.

Estação reconstruída após incêndio

Estação Antártica Comandante Ferraz é base brasileira para cientistas e pesquisadores. — Foto: Divulgação Marinha do Brasil

A estação foi construída com materiais sustentáveis e de baixo impacto ambiental, com módulos desmontáveis e recicláveis. De acordo com a Marinha, o complexo consegue suportar temperaturas negativas, nevascas e ventos de até 200 quilômetros por hora.

O Brasil é um dos 29 países presentes no continente, que não tem governo e não pertence a nenhuma nação, e é considerado uma área de preservação científica.

Doutor em microbiologia vai pesquisar biodiversidade de plantas da Antártica — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com o biólogo e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Tocantins, os diversos estudos científicos feitos no continente podem contribuir para o desenvolvimento biotecnológico nacional, nas indústrias de medicamentos, agricultura e nas indústrias de alimentos.

A pesquisa conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com a Marinha, atualmente cerca de 29 projetos científicos e 171 pesquisadores receberam apoio logístico para desenvolver trabalhos na Antártica.

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