“Meu pai foi um homem muito trabalhador, honesto, direito, uma pessoa de um coração enorme. Morávamos juntos. Sou filha única e meus filhos foram filhos dele também. Um amor único”, disse.
Carloan tinha 62 anos, era casado e trabalhava como pecuarista em sua própria fazenda. O corpo dele foi encontrado nesta segunda-feira (21) depois que um cachorro viu parte do braço dele no quintal de uma casa no Setor Jardim Mangabeira e começou a latir. Ele estava desaparecido deste sábado, 19 de outubro.
Carloan Martins Araújo, de 62 anos, foi visto pela última vez no sábado (21) — Foto: Divulgação/Redes Sociais
Elma contou que nesse dia o pai havia chegado da fazenda e depois saiu. Ela foi a última pessoa da família a vê-lo antes do desaparecimento.
“Sempre viveu da agropecuária aqui em Araguaína, trabalhava para ele mesmo. Ele chegou da fazenda no sábado e a última pessoa que viu ele foi eu. Ele esteve em casa e depois saiu. Creio que os culpados irão ser pegos e pagar pelos seus crimes”.
Apegado à família
Fotografias de Carloan mostram ele em comemorações sempre ao lado de familiares. Em imagens enviadas pela filha, ele aparece abraçado com os netos, que atualmente têm 23, 18, 14, 7 e 4 anos. Elma contou ao g1 que o pai era apegado à família e que por causa da morte dele um de seus filhos acabou ficando doente.
“Teve cinco netos, que eram a vida dele. Ele [Carloan] estava formando meu filho mais velho em medicina, que sempre foi o orgulho dele. “A minha [filha] de 7 está doente, sem comer”, contou.
Suspeita de sequestro e extorsão
Na segunda-feira, 21 de outubro, a Polícia Militar recebeu uma denúncia informando que havia um corpo enterrado em cova rasa no quintal de uma casa, sendo possível ver um braço da vítima para fora da terra. A equipe foi para o local e confirmou o caso.
Corpo estava em cova rasa, em Araguaína, no Tocantins — Foto: Divulgação/Alta Tensão-TO
Uma mulher, de 36 anos, relatou para a PM que estava na casa de um parente quando ouviu o cachorro latir no fundo de um quintal. Ela foi até o local e visualizou o braço da vítima. Segundo a polícia, ao desenterrar o corpo foi possível verificar que possivelmente se tratou de uma morte violenta.









