Égua passa mal e morre no meio da rua após cavalgada em Gurupi
O animal caiu no meio da avenida São Paulo, depois das 19h de domingo (28). Segundo a Polícia Militar (PM), havia uma grande aglomeração de pessoas tentando socorrer a égua. O homem que montava o animal disse aos policiais que o animal era do pai dele, que mora em Figueirópolis, a cerca de 50 km de distância.
Ele disse ainda que transportou a égua em uma carreta da comitiva de Figueirópolis até Gurupi para participar da tradicional cavalgada. O evento antecede a realização da 49ª Expo Gurupi, que contará com shows de artistas regionais e nacionais e programação voltada ao agronegócio.
Segundo o condutor do animal, a égua ficou tonta, caiu e começou a se debater. Pessoas que estavam no local pediram ajuda para uma médica veterinária, que aplicou soro fisiológico na égua, mas não foi suficiente para salvar a vida do animal.
A Prefeitura de Gurupi informou que em nenhum momento, qualquer órgão fiscalizador presenciou ou identificou situações de maus-tratos, tampouco recebeu denúncias que exigissem intervenção dos fiscais durante o trajeto da Cavalgada. (Veja nota abaixo) A Secretária do meio ambiente providenciou a retirada do animal morto da via pública.
Segundo a PM, o médico veterinário responsável pela cavalgada também compareceu.
Sobre o caso, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) informou que o evento estava devidamente cadastrado conforme exige a legislação, com autorização para ser realizada no período das 13h às 18h.
Segundo a pasta, durante a cavalgada, a agência manteve uma equipe de fiscalização em todo o percurso e não foi registrado nenhum incidente. Como a morte foi registrada após o horário do evento e fora do percurso, caberá a justiça a apuração do caso.
O que diz a Prefeitura de Gurupi
A Prefeitura de Gurupi, por meio da Diretoria Municipal de Meio Ambiente, esclarece que durante a Cavalgada, todos os órgãos fiscalizadores que estiveram presentes no evento foram informados sobre a morte do animal somente após o término da Cavalgada, por meio das redes sociais e meios de comunicação. Em nenhum momento, qualquer órgão fiscalizador presenciou ou identificou situações de maus-tratos, tampouco recebeu denúncias que exigissem intervenção dos fiscais durante o trajeto da Cavalgada. É importante ressaltar que o registro do fato ocorreu após o evento e fora do percurso da Cavalgada.
A Prefeitura de Gurupi e demais órgãos envolvidos disponibilizaram pontos de parada ao longo do trajeto da Cavalgada, com o intuito de fornecer água e permitir o descanso adequado aos animais.
A Polícia Militar, a Diretoria de Meio Ambiente e a Polícia Militar Ambiental (BPMA) foram acionadas e estiveram no local do ocorrido tomando as providências necessárias para colher informações sobre o incidente. A perícia científica também foi acionada para coletar dados que contribuirão para a conclusão do laudo técnico, o qual determinará a causa do óbito do animal. Um veterinário parceiro dos órgãos fiscalizadores também colheu amostras sanguíneas do animal visando esclarecer o mal súbito e sua morte. Caso o laudo aponte indícios de maus-tratos, o responsável será responsabilizado administrativa e penalmente.








