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November 6, 2026
Clima

JBS e bancos são denunciados na Europa por desmatamento na Amazônia – ClimaInfo

  • Novembro 6, 2026
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JBS e bancos são denunciados na Europa por desmatamento na Amazônia – ClimaInfo
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Investigação da cadeia de fornecedores da JBS associa a empresa a mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia desde 1988.

5 de novembro de 2026

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Arquivo/Agência Brasil

Resumo

  • JBS é denunciada por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao desmatamento: as queixas foram apresentadas na 5ª feira (5/11) pela Coalizão Jurídica Transnacional (TLC) a reguladores da Holanda, do Reino Unido, da Alemanha e da Irlanda. A tese é que o gado criado em terras desmatadas ilegalmente é “bem de origem criminosa”. Há notícia-crime contra a holding holandesa da JBS e representação à National Crime Agency, no Reino Unido.
  • Bancos e investidores também são alvo, e a estratégia jurídica é nova: entre os citados estão Barclays, Standard Chartered, Banco do Brasil, Rabobank, ING, BlackRock, EY e KPMG. A abordagem baseou-se nas informações da holding sediada na Holanda, criada pela JBS em 2025 para listar ações em Nova York. Antes, os grupos focavam sobretudo nos registros de desmatamento.
  • Investigação liga cadeia da JBS a 6,5 milhões de hectares desmatados: estudo da AidEnvironment aponta 3,4 milhões de ha em fornecedores diretos e 3,2 milhões em indiretos, em sua maior parte antes de agosto de 2008. Outro levantamento do CCCA mostra que a unidade de Tucumã (PA) comprou gado de áreas com 12,9 mil hectares de desmatamento detectado pelo PRODES entre 2008 e 2025, mais do que a área de Paris.
  • Maior produtora de proteína animal do mundo, a JBS é alvo de denúncias apresentadas na 5ª feira (5/11) em quatro países europeus por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao desmatamento ilegal na Amazônia. As acusações foram encaminhadas por organizações que integram a Coalizão Jurídica Transnacional (TLC, sigla em inglês), que também denunciou bancos — entre eles, Barclays e Standard Chartered —, investidores e prestadores de serviços ligados à companhia.

    As denúncias se baseiam em uma investigação encomendada à organização AidEnvironment, que associou a cadeia de fornecedores diretos e indiretos da JBS a mais de 6,5 milhões de hectares desmatados na Amazônia desde 1988. Desse total, cerca de 3,4 milhões de ha estão relacionados a fornecedores diretos, e outros 3,2 milhões de ha a fornecedores indiretos, detalha o Brasil de Fato. A maior parte do desmatamento identificado ocorreu antes de agosto de 2008.

    As queixas foram apresentadas pela TLC junto aos reguladores financeiros na Holanda, no Reino Unido, na Alemanha e na Irlanda, informam O Globo, g1, Repórter Brasil e Bloomberg Línea. A coalizão alega que o gado criado em terras desmatadas ilegalmente pode ser tratado como um “bem de origem criminosa,” e que recursos transferidos pela JBS e instituições financeiras poderiam ser enquadrados dentro da legislação europeia de combate à lavagem de dinheiro.

    As ações incluem uma notícia-crime contra a holding da JBS na Holanda, apresentada ao Ministério Público local. Uma empresa da JBS no Reino Unido também foi alvo de uma representação perante a National Crime Agency. Barclays, Standard Chartered, Banco do Brasil, Rabobank, ING, BlackRock, EY e KPMG estão entre as firmas citadas em pedidos submetidos a diferentes reguladores financeiros europeus.

    O uso da legislação de combate à lavagem de dinheiro na Europa é uma abordagem nova para os grupos que no passado focaram sobretudo nos registros de desmatamento. A estratégia legal foi em parte possibilitada por uma reorganização feita pela JBS em 2025, quando estabeleceu uma holding sediada na Holanda como parte de um processo de listagem de suas ações em Nova York.

    • Em tempo: Um levantamento do Center for Climate Crime Analysis (CCCA) para a Sumaúma mostra que uma unidade da JBS em Tucumã (PA) comprou gado de áreas com desmatamento. Criada em 2010, a unidade da JBS em Tucumã também é um dos “Escritórios Verdes” da empresa, um programa que ajuda os fornecedores a concluir a regularização ambiental de suas fazendas. Entre 2008, um ano antes da JBS assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne com o Ministério Público Federal, e 2025, as áreas onde estão as fazendas que venderam gado especificamente à unidade de Tucumã registraram 12,9 mil hectares de desmatamento detectado pelo Sistema PRODES, do INPE. Uma área maior do que Paris, na França.

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