Quase 35 mil pessoas morreram por causa do calor na Europa Ocidental – ClimaInfo
Mais de 34,6 mil pessoas morreram em cinco países da Europa Ocidental devido ao calor no verão deste ano, enquanto a região registrou os meses de junho, julho e agosto mais quentes da história. O número de mortos foi compilado pela Bloomberg, a partir de estimativas de mortalidade de diferentes agências.
A Espanha registrou seu verão mais mortal desde o início dos registros, em 2015, com 5,8 mil mortes em excesso atribuídas ao calor entre 15 de maio e 30 de setembro, segundo dados do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII). Na França, três ondas de calor levaram a um número estimado de 7,8 mil mortes, o maior desde 2015, segundo dados provisórios da agência francesa de saúde pública. Alemanha, Reino Unido e Bélgica também registraram aumento na mortalidade relacionada ao calor.
“A Espanha registrou 61 dias de onda de calor durante o verão, com quatro ondas de calor, uma quinta em setembro e episódios de calor extremo em maio”, disse a chefe do sistema de monitoramento de mortalidade do ISCIII, Diana Gómez. “Tudo isso resultou em um aumento no número de mortes atribuíveis ao calor.”
A Europa Ocidental enfrentou um calor extraordinário durante todo o verão, com temperaturas médias na região 2,5°C acima da média entre 1991 e 2020, de acordo com um recente relatório do Copernicus, serviço de monitoramento climático da União Europeia. Mais da metade do continente europeu — 52%, precisamente — foi atingida por um estresse térmico muito forte, com sensação térmica superior a 38°C.
Dados indicam que as temperaturas no verão foram as mais altas desde pelo menos 1979 em praticamente toda a Inglaterra, País de Gales e Bélgica, bem como na maior parte da França, Espanha, Itália, Suíça e Áustria. Em 17 dias deste ano, pelo menos 60% da Europa Ocidental registrou temperaturas acima de 30°C, segundo o Copernicus. No verão de 2003, que também registrou um número elevado de mortes por calor, houve 11 dias sob as mesmas condições.









