Ilhas do Pacífico sediam reunião preparatória para a COP31 – ClimaInfo
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Encontros pré-COP acontecem em Fiji e Tuvalu, de olho na agenda de negociação em Antália; baixa participação de líderes frustra anfitriões.
4 de outubro de 2026

Resumo
Ministros e negociadores climáticos estão reunidos na ilha de Fiji até a próxima 5ª feira (8/10) para avançar na agenda de negociação para a COP31, que acontecerá em novembro, na Turquia. O encontro está sendo liderado pelas pequenas nações insulares do Pacífico, como um esforço para elevar a ambição das conversas em Antália. Mas a baixa participação de lideranças internacionais é motivo de preocupação.
Apesar dos apelos dos pequenos países do Pacífico e da Austrália, que chefiará as negociações na COP31, os únicos líderes com presença confirmada são os de Antígua e Barbuda, Cabo Verde, Tailândia, Maldivas e Timor-Leste. “Esperávamos mais [participantes]”, reconheceu Ralph Regenvanu, ministro do clima de Vanuatu. “Isso apenas reflete a falta de atenção e prioridade dadas ao que as nações do Pacífico consideram a maior ameaça ao seu futuro.”
Por outro lado, cerca de 30 representantes de países e instituições participarão do segmento de líderes, tornando esta pré-COP a primeira a contar com a presença de presidentes ou primeiros-ministros, segundo a Reuters. A programação da pré-COP também inclui reuniões em Tuvalu.
Como a AFP assinala, a realização da pré-COP em uma ilha do Pacífico tem por objetivo mostrar aos líderes internacionais a realidade dos pequenos países insulares da região. Estes sofrem particularmente com o aumento do nível do mar, que ameaça “apagar do mapa” ilhas inteiras ou até mesmo nações.
Nesse sentido, o principal objetivo político do encontro é fortalecer a meta de 1,5oC para o aquecimento global neste século, em linha com o Acordo de Paris. Outra demanda é a expansão do financiamento climático por parte dos países desenvolvidos em benefício das nações mais pobres e vulneráveis, informa a Folha.
No entanto, a baixa participação de líderes e o cenário geopolítico instável sinalizam uma COP31 com pouco potencial de gerar resultados substanciais. O enviado especial da COP30 para a África, o economista Carlos Lopes, reconheceu que a conferência do clima em Antália não deve trazer avanços nas negociações climáticas.
“Vamos para a COP31 com o mesmo tipo de atitude que antecedeu a COP30. Ou seja, expectativas muito baixas. E não estou vendo por parte do organizador, neste caso, a Turquia, nada de específico para além de um programa de eletrificação, que seria uma questão adicional em termos de ambição”, disse Lopes, citado pela Exame.
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Em tempo: Depois de fortes impasses travarem as negociações em torno de um tratado internacional contra a poluição plástica, a possibilidade do acordo sair do papel em 2027 parece mais concreta. O embaixador chileno Julio Cordano, que lidera as conversas, afirmou à AFP que os países estão menos divididos, o que pode ampliar as margens para um entendimento na próxima rodada de negociação, prevista para março do ano que vem.
“Meu plano é que possamos adotar o tratado, se seguirmos os passos corretos, se conseguirmos avanços constantes e se concluirmos o mapa do caminho que apresentei”, disse Cordano, após conversas informais com chefes de delegação em Bangkok, na Tailândia, no final de setembro. “Acredito que estamos muito mais próximos do que de simples posições binárias irreconciliáveis.”
A Folha também abordou essa notícia.
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