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October 5, 2026
Clima

Novo Congresso impõe derrota à agenda ambiental enquanto Lula enfrenta difícil segundo turno – ClimaInfo

  • Outubro 5, 2026
  • 2 min read
Novo Congresso impõe derrota à agenda ambiental enquanto Lula enfrenta difícil segundo turno – ClimaInfo

As eleições de 2026 já produziram uma derrota significativa para a agenda climática e ambiental, independentemente de quem vencer a Presidência no 2o turno. Partidos de extrema-direita e direita tiveram resultados acima das expectativas na votação para o Congresso Nacional, formando uma legislatura que deverá ser especialmente hostil às pautas ambientais, climáticas, indígenas e de direitos humanos nos próximos quatro anos – ou mais.

Com mais de 99% das seções eleitorais apuradas até às 22h do domingo (4/10), o PL lidera a disputa pela Câmara dos Deputados e já garantiu 98 das 513 cadeiras da Casa. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece em seguida, com projeção de 68 cadeiras. A maior parte das vagas restantes deve ficar com partidos do centrão que tendem a se alinhar à direita no Congresso, consolidando ainda mais uma maioria da concertação conservadora-extremista na Câmara.

Mas é no Senado que o avanço da extrema-direita é mais preocupante. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa, elevando sua bancada para 28 senadores a partir de 2027 — de longe a maior força política da Casa, com mais de 1/3 da Casa. O PT deve ser a 2a maior bancada, com nove cadeiras, seguido por MDB (oito), Republicanos e PP (seis cada), PSD (cinco) e PSB (quatro).

O resultado das eleições para o Congresso significa que, mesmo em caso de vitória de Lula no 2o turno, seu governo enfrentaria fortíssimas restrições no Legislativo. A nova composição terá influência direta sobre o futuro das políticas ambientais e climáticas, dos direitos indígenas e da legislação de direitos humanos — e amplia o espaço político para propostas de flexibilização do licenciamento ambiental e outras medidas defendidas pela direita.

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Celia Mello

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