Furacão Polo atinge costa do México e ruma para os EUA – ClimaInfo
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Remanescentes da tormenta geram alerta de ameaça generalizada de inundações do sudoeste ao meio-oeste estadunidense nos próximos dias.
29 de setembro de 2026

Resumo
O furacão Polo atingiu o estado mexicano da Baixa Califórnia Sul com ventos fortes e chuva intensa ao tocar o solo na madrugada de 3ª feira (29/9). A tormenta inundou áreas costeiras e derrubou árvores em algumas regiões. Cerca de 700 pessoas permaneciam em abrigos ontem, segundo as autoridades federais do México.
O furacão de categoria 2 atingiu a costa ao sul de Las Barrancas, na região central da Baixa Califórnia Sul, informa a AP. Polo tocou o solo com ventos máximos sustentados de 175 km/h, enquanto se deslocava para nordeste a 20 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês) em Miami.
O furacão deslocou-se pelo Golfo da Califórnia e atingiu a costa perto da cidade portuária de Guaymas, no estado mexicano de Sonora, segundo a Reuters. As autoridades ordenaram evacuações de emergência em municípios do sul do estado, incluindo Guaymas, Empalme, Benito Juárez e Vicam. Segundo as autoridades, 540 pessoas se abrigaram em refúgios com a chegada da tempestade.
Embora a previsão fosse de perda de força ao atingir a terra, a empresa privada de meteorologia AccuWeather alertou que seus remanescentes, carregados de umidade, poderiam provocar um dilúvio no sudoeste e nas planícies dos EUA. Por isso, avisos de risco de inundação estão em vigor em cidades dessas regiões, incluindo Phoenix, no estado do Arizona, e Dallas, no Texas, de acordo com a Bloomberg.
O Centro de Previsão do Tempo dos EUA (WPC, sigla em inglês) emitiu um alerta de risco moderado, nível 3 de 4, para chuvas excessivas ontem no Arizona e no Novo México, bem como em partes do Texas, Oklahoma, Colorado e Kansas. Hoje e amanhã, as maiores ameaças concentram-se em Oklahoma e Texas, incluindo Dallas.
Phys, CBS, Independent, Weather Channel e CNBC também noticiaram a chegada do furacão Polo ao México.
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Em tempo: Se 2026 fosse um ano como os outros, alguns furacões já teriam se formado no Atlântico Norte. Mas até 23 de setembro, apenas seis tempestades tropicais haviam se formado na região, e nenhuma delas se intensificou a ponto de se tornar um furacão, informa a DW. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, é a primeira vez que isso ocorre desde o início do monitoramento por satélite, em 1966. O sumiço dos furacões é creditado, em grande parte, ao El Niño. Segundo a NOAA, quando furacões se formam durante anos de El Niño, tendem a surgir próximos à costa leste dos EUA e ao Golfo do México. Isso reduz o tempo disponível para que alcancem grande intensidade, mas também diminui o prazo de preparação das comunidades costeiras.
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