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September 24, 2026
Clima

El Niño é grande ameaça à saúde e pode ampliar doenças, alertam OMS e OPAS – ClimaInfo

  • Setembro 24, 2026
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El Niño é grande ameaça à saúde e pode ampliar doenças, alertam OMS e OPAS – ClimaInfo

Com o “Super El Niño” à porta e caminhando a passos largos para se tornar o mais forte de todos os tempos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançaram alertas sobre os impactos do fenômeno na saúde das pessoas. A lista inclui o agravamento de doenças, o aumento de infecções por água contaminada e a disseminação de males transmitidos por mosquitos.

Para a OMS, o El Niño é uma “grande ameaça” à saúde e acarreta múltiplos riscos. As ondas de calor podem agravar certas doenças, assim como a má qualidade do ar devido a incêndios florestais, sem falar em surtos de desnutrição e de cólera por causa de secas e inundações, alertou a entidade. Além disso, ao favorecer chuvas extremas e inundações, o fenômeno pode aumentar a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos, como malária, dengue e chikungunya, informam Folha, g1, Correio do Povo e 18horas.

“As consequências do El Niño para a saúde são previsíveis. Temos uma janela de oportunidade para agir agora, antes que esses riscos se tornem uma crise”, disse Teresa Zakaria, chefe da Unidade de Redução de Riscos de Desastres, Operações Humanitárias e Mudanças Climáticas da OMS, em coletiva de imprensa na 3ª feira (22/9). Ela pediu “medidas preventivas para salvar vidas”. A OMS instou os países a preparar melhor os seus sistemas de saúde, reforçar a vigilância epidemiológica, garantir os cuidados de saúde e armazenar material médico em áreas de maior risco.

Já a OPAS lançou seu 1º relatório sobre os impactos do El Niño no continente americano. O documento cita problemas como insegurança alimentar, secas, enchentes e incêndios florestais, que desencadeiam doenças transmitidas por água contaminada, proliferação de mosquitos e danos a unidades de saúde, lista a Veja.

A entidade informou que já é possível detectar efeitos em países do bloco. Oito países e territórios já apresentaram declarações oficiais de emergência ou alertas relacionados a eventos climáticos extremos. Segundo a OPAS, mais de 5,2 milhões de pessoas que vivem nas Américas “estão afetadas, expostas ou vivenciam insegurança alimentar aguda”.

O Brasil é um dos países que preocupam a entidade, que apontou para uma crise ambiental severa “com a diminuição dos níveis de água na bacia amazônica e a deterioração da qualidade do ar devido aos incêndios florestais”. Segundo a OPAS, 630 municípios brasileiros registravam níveis de material particulado fino (PM2.5) acima dos recomendados pela OMS.

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Celia Mello

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