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September 11, 2026
Clima

Guerra no Oriente Médio poderá fazer demanda por carvão em 2026 ser recorde – ClimaInfo

  • Setembro 11, 2026
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Guerra no Oriente Médio poderá fazer demanda por carvão em 2026 ser recorde – ClimaInfo

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, iniciados no fim de fevereiro e prestes a completar sete meses, reduziram a oferta global de petróleo e gás fóssil e, com isso, provocaram uma disparada de preços desses combustíveis fósseis. Mas, se por um lado a crise jogou por terra a segurança energética associada ao petróleo e ao gás e provocou uma corrida dos países por fontes renováveis, por outro fez nações voltarem a recorrer ao carvão – combustível fóssil cuja queima tem o maior nível de emissões de gases de efeito estufa – para gerar eletricidade.

Como resultado, a demanda global por carvão – que estava prevista para diminuir ligeiramente em relação a 2025 – agora deverá aumentar 1,2% em 2026, elevando o consumo mundial a um recorde de 8,9 bilhões de toneladas. É o que mostra o relatório “Coal mid-year update 2026”, da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), lançado na 5ª feira (10/9).

Os números representam um novo golpe nos esforços para conter um dos principais motores das mudanças climáticas, lembra a Bloomberg. E, com a perspectiva para o fluxo de gás liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz ainda incerta, a demanda pelo sujo carvão poderá aumentar ainda mais no próximo ano, segundo a agência.

O consumo de carvão na Europa, Japão, Coreia, China e outros mercados foi maior do que o previsto anteriormente, destaca a Reuters. Além disso, a expectativa de um “Super El Niño” este ano deve impulsionar a demanda pelo combustível fóssil em alguns dos principais países consumidores da Ásia, incluindo Índia e Vietnã, devido à maior necessidade de refrigeração e à menor produção de energia hidrelétrica, aponta a IEA.

Após atingir um recorde histórico no ano passado, a produção global de carvão deverá diminuir em 2026, embora se mantenha acima de 9 bilhões de toneladas pelo terceiro ano consecutivo. Isso reflete uma queda na produção na China – o maior produtor mundial – em decorrência de inspeções de segurança desencadeadas por um grave acidente em uma mina em maio, que resultou em uma redução significativa na produção de carvão desde então.

Com a redução da diferença entre produção e consumo, a IEA espera que o grande acúmulo global de estoques do combustível fóssil observado nos últimos anos diminua. Já em 2027, a agência projeta que a produção de carvão deverá aumentar ligeiramente, com a recuperação da produção chinesa.

Business Green, The Hindu e Cenário Energia também repercutiram o relatório da IEA sobre a demanda recorde de carvão.

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Celia Mello

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