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September 11, 2026
Clima

EUA registram verão mais quente em 132 anos – ClimaInfo

  • Setembro 11, 2026
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EUA registram verão mais quente em 132 anos – ClimaInfo

10 de setembro de 2026

domo de calor leste EUA tempestade tropical 2024 sul
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Resumo

  • Verão mais quente da história: segundo a NOAA, o verão de 2026 (junho-agosto) nos EUA continentais registrou temperatura média de 23,6°C, superando os recordes de 1936 (Dust Bowl) e 2021 em 0,2°C – o mais quente em 132 anos de medições.
  • Tendência de aquecimento acelerado: com o recorde de 2026, quatro dos cinco verões mais quentes já registrados ocorreram nos últimos cinco anos, incluindo 2022 e 2024. Agosto também foi o mais quente desde 1895, com média de 24,2°C e máximas diárias de 31,4°C.
  • El Niño amplia riscos para setembro: calor extremo, seca e ventos fortes já alimentaram incêndios florestais catastróficos. Com o El Niño caminhando para se tornar muito forte, a NOAA prevê temperaturas acima da média em setembro e risco elevado de incêndios no Noroeste e no Vale do Mississipi.
  • O país do (pseudo) negacionista climático Donald Trump “torrou” nos últimos meses. Segundo a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional (NOAA, sigla em inglês), os Estados Unidos continentais (os 48 estados contíguos e o Alasca, excluindo o Havaí) tiveram em 2026 o verão mais quente desde o início dos registros de temperatura, há 132 anos.

    O verão meteorológico, definido entre os meses de junho e agosto, atingiu uma temperatura média de 23,6°C neste ano. A CNN destaca que esse número supera em 0,2°C os registros prévios dos verões de 1936, na época do Dust Bowl – período de grave crise ambiental, agrícola e econômica que atingiu as Grandes Planícies dos EUA e do Canadá durante a década de 1930 – e de 2021, de acordo com a NOAA.

    Com o recorde de 2026, quatro dos verões mais quentes já registrados ocorreram nos últimos cinco anos, com 2022 e 2024 em 4º e 5º lugares, respectivamente, detalha a Folha. O que reflete a influência das mudanças climáticas, cuja causa principal é a queima de combustíveis fósseis.

    O ano também registrou o mês de agosto mais quente nos EUA desde o início das medições, em 1895, com temperaturas médias de 24,2°C. As temperaturas máximas diurnas médias foram de 31,4°C em todo o território continental, também a mais quente já registrada.

    A maior parte dos EUA registrou temperaturas acima da média ou muito acima da média no mês passado. Condições próximas ao normal só foram observadas em áreas das planícies do norte e do meio-oeste, segundo a NOAA. O calor extremo, somado ao tempo seco e a fortes ventos, facilitou a proliferação de incêndios florestais, levando a cenários catastróficos em algumas regiões.

    E com o El Niño a um milímetro de se tornar muito forte (saiba mais aqui), a agência prevê que as temperaturas de setembro também deverão ficar acima da média em grande parte dos EUA continentais. A seca deverá persistir neste mês em áreas significativas do território estadunidense, como o noroeste e o Vale do Mississipi, com potencial significativo de incêndios florestais acima da média.

    Washington Post, USA Today, CBS, Phys e Al Jazeera também noticiaram o recorde de temperatura nos EUA.

    • Em tempo: A Espanha registrou 61 dias de onda de calor em todo o continente e nas Ilhas Baleares em 2026, o maior número já registrado e muito acima do pico anterior de 41 dias em 2022, informou a agência meteorológica nacional AEMET na 4ª feira (9/9). O país também registrou seu verão mais quente desde o início dos registros, em 1961, com uma temperatura média de 24,5°C, 0,3°C acima do recorde anterior, estabelecido em 2025, e 2,4°C acima da média de 1991-2020, detalha a Reuters.

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