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September 10, 2026
Clima

Petróleo volta a superar US$ 100 com novos ataques no Oriente Médio  – ClimaInfo

  • Setembro 10, 2026
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Petróleo volta a superar US$ 100 com novos ataques no Oriente Médio  – ClimaInfo
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No Brasil, governo abre crédito extraordinário de R$ 6,6 bi para custear a subvenção a produtores e importadores de derivados do petróleo.

9 de setembro de 2026

petróleo dispara
Pexels

Resumo

  • Brent dispara acima de US$ 100 com escalada EUA-Irã: após troca de ataques no Golfo Pérsico, o contrato futuro do Brent para novembro chegou a mais de US$ 101, patamar inédito desde julho. Desde o início de agosto, o Brent acumula alta de 25%.
  • Conflito militar se intensifica: os EUA afirmam ter destruído cinco petroleiros iranianos após tentativa de ataque a um navio de guerra estadunidense. O Irã afirma ter atingido uma base dos EUA na Jordânia e quase 20 navios no Golfo. Nesta semana, houthis aliados do Irã atacaram instalações petrolíferas sauditas.
  • Governo brasileiro reage com subvenção: o governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões para subsidiar produtores e importadores de derivados de petróleo, sendo R$ 5,6 bilhões destinados ao óleo diesel rodoviário, combustível que pressiona fretes e, por consequência, a inflação.
  • O barril do petróleo tipo Brent, referência do mercado internacional, voltou a superar a casa dos US$ 100, algo que não acontecia desde julho. A disparada do valor foi motivada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, com troca de ataques.

    Por volta das 15h (horário de Brasília) de ontem (9/9), o contrato futuro do barril do Brent com vencimento em novembro era negociado a US$ 101,29, com valorização de 3,4% sobre o fechamento do dia anterior. Já o WTI, referência estadunidense, com vencimento em outubro era cotado em US$ 96,03 o barril, alta de 3,2% sobre o valor do dia anterior.

    Os militares dos EUA disseram ter destruído cinco petroleiros iranianos em resposta a tentativas de atingir um navio de guerra da Marinha estadunidense com mísseis balísticos durante a noite de 3ª feira (8/9). Segundo a Bloomberg, a mídia iraniana afirmou que Teerã atacou dois navios de guerra e oito petroleiros dos EUA no Golfo Pérsico. Contudo, não houve confirmação imediata desses ataques.

    De acordo com a Veja, a agência estatal iraniana de notícias IRNA informou que o país lançou ataques contra uma base dos EUA na Jordânia e quase 20 navios no Golfo Pérsico, em retaliação à perda dos cinco petroleiros. O Exército da Jordânia informou que interceptou 18 de 20 mísseis iranianos lançados contra o seu território, enquanto outros dois “caíram em áreas desabitadas”, segundo os militares.

    Desde o início de agosto, o preço do Brent acumula alta de 25%, à medida que diminuem as esperanças de uma resolução permanente para o conflito, que já dura seis meses. Esta semana, ataques perpetrados pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã, contra instalações de energia da Arábia Saudita incendiaram estruturas petrolíferas do país, informa o Valor.

    Diante da volatilidade quase permanente dos preços do petróleo – e com viés de alta -, o governo brasileiro abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões para custear a subvenção aos produtores e importadores de derivados do combustível fóssil. O ato consta em medida provisória publicada no Diário Oficial da União de ontem, de acordo com a CNN Brasil.

    A maior parte do crédito – R$ 5,6 bilhões – vai subvencionar a produção e a importação de óleo diesel de uso rodoviário. O diesel é o derivado de petróleo mais consumido no país. Usado em ônibus e caminhões, seu preço influencia o valor dos fretes, e qualquer elevação nas bombas pode jogar para cima os preços de alimentos e outros produtos, pressionando a inflação.

    UOL, Poder 360, g1, Reuters e Valor também repercutiram a mais nova disparada dos preços do petróleo.

    • Em tempo: A demanda de petróleo da China deve fechar o ano 9% menor do que em 2025, com um recuo de 600 mil barris por dia, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e de Desenvolvimento da petrolífera estatal chinesa Sinopec. A retração é atribuída aos altos preços do petróleo – consequência da guerra no Oriente Médio – e à crescente adoção de veículos elétricos. A projeção surge em um momento em que a China, a maior importadora de petróleo do mundo, vê o pico de sua demanda ficar para trás, destaca o Investing.com. Recentemente, a Sinopec afirmou que a demanda chinesa por petróleo atingiu seu pico em 2025 e deve cair abaixo de 750 milhões de toneladas até 2030, chegando a aproximadamente 300 milhões de toneladas até 2060.

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