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July 31, 2026
Clima

Ventania deixa rastro de destruição e mortes no Rio e em SP – ClimaInfo

  • Julho 31, 2026
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Ventania deixa rastro de destruição e mortes no Rio e em SP – ClimaInfo
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Pelo menos cinco pessoas morreram devido aos fortes ventos, e outras dez ficaram feridas; mais de 80 voos foram cancelados.

31 de julho de 2026

ventania são paulo
Prefeitura de Santos

Resumo

  • Impactos da ventania: ventos de até 125 km/h no litoral paulista e de 105 km/h no Rio de Janeiro deixaram pelo menos cinco mortos e dez feridos em ambos os estados, além de mais de 400 mil imóveis sem energia no Rio. As vítimas fatais incluem afogamentos após embarcações virarem em Ubatuba e São Sebastião, quedas de árvores em Cesário Lange e Santos, e o desabamento de um muro em Santa Tereza (RJ).
  • Transtornos na aviação: o temporal afetou pelo menos 81 voos nos aeroportos da região, com destaque para Congonhas (32 chegadas e 22 partidas canceladas, além de 15 rotas alteradas). Aviões com destino a Guarulhos e ao Galeão precisaram ser desviados para outras cidades, e os reflexos ainda foram sentidos na manhã seguinte.
  • Causas meteorológicas: o fenômeno foi provocado pelo choque entre uma frente fria e uma massa de ar quente e seco estacionada sobre o Sudeste, gerando uma “frente de rajada”. Especialistas divergem sobre a relação com o El Niño: enquanto alguns veem uma ligação indireta ou uma possível influência do fenômeno, outros afirmam ser cedo para essa associação, apontando fatores como um cavado e correntes de vento vindas da Amazônia.
  • Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro foram atingidos por uma ventania no final da tarde da última 4ª feira (29/7). Os fortes ventos, que chegaram a atingir 125 km/h no litoral paulista e 105 km/h na capital fluminense, deixaram pelo menos cinco mortos e dez feridos, além de cancelarem mais de 80 voos em aeroportos da região.

    Segundo a Folha, sete pessoas se feriram após uma escuna virar em Ubatuba, no litoral norte paulista. No mesmo município, outra pessoa se feriu após a queda de uma árvore. Em São Sebastião, outra embarcação também virou e deixou duas pessoas feridas; um pescador morreu. A queda de árvores também causou duas mortes em SP, em Cesário Lange e em Santos. Já no RJ, duas pessoas morreram após o desabamento de um muro em Santa Tereza, na região central da cidade.

    Um balanço feito pela CNN Brasil mostrou ao menos 81 voos impactados pela ventania. No Aeroporto de Congonhas (SP), houve 32 chegadas e 22 partidas canceladas. Outros 15 voos tiveram suas rotas alteradas. Os reflexos ainda eram sentidos na manhã de ontem (30), com 3 chegadas e 2 partidas também canceladas. Duas aeronaves com destino ao Aeroporto de Guarulhos também foram forçadas a pousar em outras cidades. No Rio, cinco voos com destino ao Galeão foram desviados para outros aeroportos.

    De acordo com o Climatempo, a ventania foi consequência do impacto da passagem de uma frente fria e do choque com uma massa de ar mais seco e quente que estava estacionada sobre o Sudeste. O contraste entre o ar quente próximo à superfície e a entrada de uma massa de ar frio também se estendeu aos níveis mais altos da atmosfera, contribuindo para aumentar a instabilidade e favorecer a aceleração dos ventos. A BBC Brasil deu mais detalhes.

    Sobre a relação entre os fortes ventos e o El Niño, os especialistas se dividem. N’O Globo, o meteorologista Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), afirmou que os fortes ventos que atingiram o Sudeste estão relacionados ao sistema de tempestades que resultou nas chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul. O evento seria uma “frente de rajada”, rara no inverno e que pode ser considerada um sinal da influência do El Niño.

    Para o coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden, José Marengo, a relação entre os fortes ventos de 4ª feira e o El Niño é mais indireta. “Diretamente não está ligado, porque o que provocou a ventania foi a chegada de uma frente fria. Esses locais estavam com temperaturas muito altas e a chegada dessa frente provocou um choque térmico muito forte, o que trouxe o que a gente chama de frente de rajada”, comentou ao g1.

    Já no Estadão, a meteorologista Larissa Campos, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), ressaltou que ainda não é possível associar o episódio ao El Niño. Para ela, a ventania teve origem na combinação da atuação de um cavado (região de baixa pressão atmosférica, associada a chuvas) e de correntes de vento fortes vindas da Amazônia, intensificada por uma frente fria.

    A ventania em SP e RJ teve grande repercussão na imprensa, com manchetes na CNN Brasil, DW, Estadão, Exame, g1, O Globo, Metrópoles, SBT, UOL e VEJA, entre outros.

    • Em tempo: No Rio Grande do Sul, as chuvas perderam força nesta 5ª feira (30), mas a população ainda sofre com os reflexos. O número de desabrigados até a tarde de ontem era de 779, das quais 297 pessoas desalojadas. Ao todo, quase 60 mil pessoas foram afetadas em 218 municípios gaúchos. A área mais impactada continua sendo a região do Vale do Taquari, que concentra mais de 91% das pessoas afetadas. Na 4ª feira (29), a Defesa Civil nacional reconheceu a situação de emergência em São Sebastião do Caí e Feliz, para facilitar o recebimento de ajuda do governo federal. Agência Brasil, Correio do Povo, g1 e GZH deram mais informações.

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