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July 23, 2026
Clima

Fome diminui no mundo, mas riscos climáticos e energéticos são ameaça – ClimaInfo

  • Julho 23, 2026
  • 3 min read
Fome diminui no mundo, mas riscos climáticos e energéticos são ameaça – ClimaInfo

A fome no planeta diminuiu pelo 3º ano consecutivo em 2025, o que demonstra que o progresso é possível. Mas as melhorias permanecem frágeis, distribuídas de forma desigual e insuficientes para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, mostra o relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026”, divulgado na 3ª feira (21/7) por cinco agências da ONU.

O documento estima que 7,8% da população mundial enfrentou a fome no ano passado, ante 8,1% em 2024 e 8,6% em 2022. Isso significa que cerca de 645 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2025 – uma redução de quase 14 milhões em relação a 2024 e de 43 milhões em comparação com 2022.

Apesar dos progressos globais, a recuperação continua desigual entre as regiões. A Ásia, juntamente com a América Latina e o Caribe, registrou melhorias contínuas nos últimos anos. Já a África abriga atualmente cerca de 309 milhões de pessoas que passam fome, em comparação com 292 milhões na Ásia.

É fato que a tendência de crescimento anterior na África está começando a se estabilizar, com a parcela da população que enfrenta a fome passando de 20,3% em 2024 para 20% no ano passado. No entanto, o continente agora tem o maior número de pessoas que passam fome em termos absolutos, em meio a uma população em rápido crescimento.

O relatório também traz projeções atualizadas sobre a fome para os próximos cinco anos, considerando os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Dependendo da duração do impacto da crise sobre a inflação alimentar, impulsionada pelo aumento dos preços da energia e dos fertilizantes, de 510 milhões a 520 milhões de pessoas ainda poderão enfrentar a fome em 2030, em comparação com a projeção de 503 milhões no cenário pré-conflito. No entanto, outros fatores que podem perturbar o cenário, incluindo os efeitos de eventos climáticos extremos, como o El Niño em 2026 e 2027, não são considerados nessas projeções e podem agravar ainda mais esses efeitos.

“Por trás de cada número do relatório, há uma família calculando o custo dos alimentos. Conflitos e impactos climáticos as levam a situações ainda mais difíceis. Devemos continuar trabalhando com agências parceiras, governos e comunidades para construir sistemas alimentares que resistam a crises, para que as famílias tenham acesso a dietas nutritivas, mesmo em tempos de crise. Agora, precisamos de investimentos contínuos que estejam à altura da dimensão do desafio”, disse o diretor executivo interino do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Carl Skau.

Reuters, AP, CNN Brasil e Forbes Brasil, entre outros veículos, repercutiram o relatório da ONU sobre a fome.

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Celia Mello

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