Tempestades catastróficas testam resiliência climática da China – ClimaInfo
O sul da China vive uma situação dramática depois da passagem do tufão Maysak no último final de semana. Além de se recuperar da devastação, o país precisa se prepara para a chegada de outra tempestade com risco de destruição ainda maior. E as perspectivas não são boas: segundo meteorologistas, o país pode enfrentar outros três tufões ainda neste mês.
A província de Guangxi ainda lida com a destruição causada pelo Maysak, que provocou o rompimento de barragens e a elevação do nível dos rios, causando enchentes devastadoras em Hangzhou. Até agora as autoridades chinesas confirmaram a morte de seis pessoas, mas esse número deve subir. Resquícios do tufão também provocaram dois tornados em Hubei, na região central da China, que deixaram ao menos 11 mortos.
Em meio aos estragos, os chineses esperam a chegada do supertufão Bavi, prevista para o final desta semana. A expectativa é de que a tempestade atinja o litoral sul com ventos superiores a 290 km/h.
Mas a sequência de desastres climáticos não deve terminar. O Centro Nacional do Clima da China confirmou que outros seis tufões devem se formar no noroeste do Pacífico e no Mar da China meridional ainda em julho, número bem acima da média de 3,8 tempestades para o mês. Desses, até três poderão atingir a costa chinesa.
“O problema com esses eventos é que estão se tornando cada vez mais frequentes”, disse Benjamin Hortor, da Universidade da Cidade de Hong Kong, à Reuters. Ele alertou que a magnitude dos eventos está aumentando e não há tempo para recuperação e desenvolvimento de resiliência. “Isso vai se repetir indefinidamente”.
Segundo a AP, o governo chinês liberou fundos adicionais, em cerca de 50 milhões de yuans (cerca de R$ 38 milhões), para ajuda às áreas atingidas pelos desastres climáticos da última semana, além de 20 milhões de yuans (R$ 15 milhões) para a reconstrução de casas e o reassentamento de moradores. Até agora, o país destinou mais de 150 milhões de yuans (R$ 113 milhões) para ajuda emergencial.
Como a Bloomberg destaca, o governo de Xi Jinping corre contra o tempo para se manter um passo à frente dos riscos climáticos. No mês passado, a agência meteorológica chinesa publicou um plano quinquenal para lidar com desastres climáticos. Entre os objetivos está aprimorar o monitoramento de eventos extremos, incluindo mudanças na faixa de chuvas sazonais que ameaçam causar inundações em regiões pouco preparadas.
NBC News, Sky News e a agência Xinhua também repercutiram os impactos de Maysak e a preparação dos chineses para a chegada de Bavi. Já o Grist destacou os danos causados por Bavi nas ilhas de Guam e das Marianas do Norte, no Pacífico.








