Onda de calor e tempestades matam pelo menos 25 pessoas nos EUA – ClimaInfo
6 de julho de 2026

Resumo
O calor segue inclemente em boa parte da América do Norte. No último final de semana, pelo menos 25 pessoas morreram em decorrência das altas temperaturas e de fortes tempestades. O calor intenso prejudicou as celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, no sábado (4/7), além de afetar partidas da Copa do Mundo de futebol.
Segundo o Guardian, mais de 20 estados dos EUA registraram temperaturas acima de 38oC na celebração do 4 de Julho. Em Nova Jersey, na costa leste, autoridades acreditam que o calor extremo foi responsável pela morte de 22 pessoas. Muitas das vítimas foram encontradas em residências sem ar-condicionado, em áreas externas e até mesmo em carros sem refrigeração. A idade das vítimas varia dos 30 aos 80 anos. Outras mortes foram registradas em Illinois e Mississippi.
Já em Wisconsin, no norte estadunidense, três crianças morreram depois de um barco ter virado durante uma forte tempestade no lago Genebra, ao sul do estado. Como informado pela AP, a tempestade derrubou árvores, rompeu linhas de transmissão de eletricidade e afetou o transporte rodoviário e aéreo em vários estados vizinhos.
Quase 1 milhão de pessoas passaram o dia da independência dos EUA sem energia elétrica. Segundo o Financial Times, o clima extremo dos últimos dias fez o preço da eletricidade disparar no mercado estadunidense, com alta de mais de 240% no nordeste do país.
Até mesmo Donald Trump teve suas celebrações de 4 de Julho afetadas pelo clima extremo na capital, Washington. O discurso do presidente dos EUA teve que ser adiado por algumas horas por conta do risco de forte tempestade. Outros eventos programados, como o desfile militar, foram cancelados devido ao calor extremo. Os serviços de emergência de Washington atenderam mais de 50 pessoas com problemas relacionados ao calor apenas no sábado, segundo a AFP.
Todo esse calor seria virtualmente impossível sem as mudanças climáticas, destaca o New York Times a partir de um estudo de atribuição divulgado no final de semana pela rede global de cientistas climáticos World Weather Attribution (WWA). Segundo a análise, episódios como a onda atual de calor na América do Norte ainda são extraordinários, com uma probabilidade de ocorrência de apenas 0,5%. Mas seriam praticamente impossíveis sob o clima pré-Revolução Industrial, antes, portanto, das emissões de gases de efeito estufa decorrentes da queima de combustíveis fósseis afetarem o clima global.
“No aniversário de 250 anos dos EUA, nosso estudo oferece uma clara constatação da realidade. O clima que o país tem hoje é fundamentalmente diferente daquele que existia quando os pais fundadores assinaram a Declaração de Independência”, afirmou Theodore Keeping, cientista climático do Imperial College London e colaborador da WWA.
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Em tempo 1: No Pacífico, as Ilhas Marianas do Norte e Guam se preparam para a chegada de mais um supertufão, o segundo neste ano. Segundo a Bloomberg, o supertufão Bavi, com ventos máximos de 269 km/h, aproximava-se desses territórios dos EUA no domingo (5/7), com perspectiva de atingir a região com intensidade 5, a mais alta na escala. Os moradores foram orientados a se abrigarem em prédios resistentes até a passagem da tempestade. O presidente Donald Trump aprovou declaração de emergência para a região na 6ª feira (3/7). O Globo também repercutiu a notícia.
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Em tempo 2: No sul da China, inundações mataram pelo menos duas pessoas na cidade de Nanning depois da passagem do tufão Maysak no fim de semana. Cerca de 55 mil pessoas foram afetadas pelas inundações, provocadas pela elevação do nível dos rios e reservatórios da região. As autoridades chinesas também estão se preparando para a chegada do supertufão Bavi, que deve atingir o litoral sul chinês ainda nesta semana. A notícia é da Reuters.
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